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Citi eleva recomendação da Magalu para neutra, mas mantém alto risco

Citi eleva Magazine Luiza a neutra, mantém alto risco e não indica compra, citando juros elevados e demanda fraca como principais impactos

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  • Citi deixou de recomendar venda das ações da Magazine Luiza e passou a neutral, mantendo, porém, o rótulo de alto risco devido ao cenário macro desfavorável ao consumo.
  • Papéis do Magalu subiram cerca de 3,93%, negociados a R$ 5,55, após a mudança de recomendação.
  • O banco aponta que a desvalorização recente já embutiu juros elevados e demanda fraca por eletrodomésticos, foco da varejista.
  • Destaques positivos citados pelo Citi: retorno ao foco em lojas físicas com margens maiores e controle de despesas abaixo da inflação em muitos trimestres.
  • Previsões para 2026 e 2027 foram ajustadas: lucro de R$ 113 milhões em 2026 e R$ 425 milhões em 2027; preço-alvo de R$ 6,50, com queda em relação ao anterior de R$ 7,00.

O Citi revisou a recomendação da Magazine Luiza (MGLU3) de venda para neutra, mantendo, porém, a classificação de alto risco. A mudança sinaliza cautela do banco diante do cenário macroeconômico desfavorável ao consumo.

As ações da Magalu operavam em alta de 3,93%, a R$ 5,55, no fechamento da manhã desta sexta-feira. O movimento reflete ajuste técnico após valorização recente diante de uma queda de aproximadamente 42% nos últimos 12 meses.

Para o Citi, a desvalorização acumulada já incorpora problemas como juros altos por tempo prolongado e demanda fraca por eletrônicos e eletrodomésticos, itens centrais da varejista. Mesmo assim, o banco aponta pontos positivos na operação.

Dois indicadores são destacados como positivos: o retorno do foco às lojas físicas, com margens superiores às do canal digital, e o controle de despesas, que cresceram abaixo da inflação em dez dos últimos 13 trimestres.

Para o segundo trimestre de 2026, o Citi projeta crescimento de 8% nas vendas em mesmas lojas, impulsionado por torneios de futebol que costumam elevar a demanda por televisores e eletroeletrônicos.

Já o canal digital continua pressionado. A projeção é de queda de 5% no volume do marketplace no 2º trimestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025, com recuperação esperada apenas no segundo semestre, quando as bases de comparação se tornam menos desfavoráveis.

O que preocupa o banco é o endividamento. A relação entre dívida líquida e resultado operacional ficou acima de 3,0 vezes no 1T26, elevando as despesas financeiras em um cenário de juros elevados.

O Citi revisou as estimativas de resultados para baixo, projetando lucro de R$ 113 milhões em 2026 e R$ 425 milhões em 2027, ante R$ 273 milhões e R$ 552 milhões, respectivamente, anteriormente.

O preço-alvo ficou em R$ 6,50 por ação, abaixo dos R$ 7,00 anteriores, refletindo resultados abaixo do esperado no 1T e o impacto de juros maiores sobre custos financeiros.

A instituição aponta que a Magazine Luiza deixou de ser uma aposta claramente desfavorável, mas ainda não se firmou como uma história de recuperação consolidada.

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