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S&P rebaixa nota de crédito do BRB por incertezas na capitalização

Classificação do BRB cai para altamente vulnerável, com incertezas sobre a capitalização de até R$ 6,5 bilhões e riscos de atraso na implementação do socorro

Fachada azul do banco BRB com janelas espelhadas refletindo o céu e árvores. Homem caminha na calçada em frente ao prédio.
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  • A S&P Global rebaixou a nota do BRB (Banco de Brasília) de brB- para brCCC+/brC, classificando o banco como altamente vulnerável e dependente de condições favoráveis para cumprir seus compromissos.
  • O recuo ocorre dias após um acordo entre o governo do Distrito Federal e a gestão de Lula para viabilizar socorro de até R$ 6,5 bilhões via o Fundo Garantidor de Créditos.
  • A capitalização busca cobrir o rombo gerado por operações com o Banco Master, envolvendo capitais para absorção de perdas e mudanças de governança após a Operação Compliance Zero.
  • Os termos do empréstimo ainda estão em negociação; o estudo inicial prevê pagamento em quinze anos com dois anos de carência, sem prazo fixado para a taxa de juros.
  • A garantia do empréstimo virá de um grupo de bancos públicos e privados, e há riscos de atraso e impasses legislativos, com incertezas sobre o volume e a tempestividade do reforço de capital.

O S&P Global rebaixou a nota de crédito do BRB de brB- para brCCC+/brC, classificando o banco como altamente vulnerável e dependente de condições favoráveis para cumprir compromissos. A medida foi anunciada nesta sexta-feira.

A queda ocorre dias após um acordo entre o governo do Distrito Federal e a gestão de Lula para viabilizar um socorro de até 6,5 bilhões de reais via FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O objetivo é cobrir o rombo provocado por operações com o Banco Master.

O BRB enfrenta, desde o lançamento da Operação Compliance Zero, desafios ligados à aquisição de ativos fraudulentos do Master, condutas de executivos, fragilidades de governança e a necessidade de capitalização para absorver perdas.

Contexto da capitalização

Segundo o DF, a proposta prevê um empréstimo de longo prazo, com pagamento em 15 anos e dois anos de carência. A taxa de juros não foi revelada pela governadora Celina Leão. O acordo não conta com aval da União, mas permite ampliar o limite de crédito do DF para viabilizar o plano.

A União estima viabilizar ao BRB um empréstimo entre 6 bilhões e 6,5 bilhões de reais junto ao FGC, com base em resolução que restringe créditos para Estados e municípios a 16% da receita corrente líquida. O suporte dependerá da estruturação do negócio.

Desafios e riscos operacionais

O financiamento dependerá de um conjunto de instituições públicas e privadas com participação do Banco do Brasil e da Caixa a compor o grupo garantidor. Há incertezas sobre cronogramas, disponibilidade de recursos e a evolução da situação de mercado.

A S&P aponta que há riscos de atrasos e falhas de execução, com potenciais impactos na liquidez e na capacidade de absorver perdas, caso o esquema de capitalização não amadureça conforme o planejado. O cenário é influenciado pela dinâmica orçamentária do DF e pelo contexto eleitoral.

O relatório da agência também menciona impactos potenciais da Operação Compliance Zero, incluindo efeitos sobre a liquidez, a captação de recursos e a reputação do BRB, que pode enfrentar dificuldades para atrair novos negócios.

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