- A integração entre tecnologia, sustentabilidade e estratégia empresarial passou a ser central para a competitividade e o longo prazo, considerando impactos de eventos climáticos na atividade e nos resultados.
- Inovação tecnológica só gera valor quando ligada a objetivos de negócio; tecnologia e sustentabilidade devem trabalhar juntos, com foco na eficiência, produtividade e novos serviços, sem cair na moda.
- O crescimento da IA exige repensar a gestão de recursos — materiais críticos, água e energia — e as infraestruturas para atender à demanda crescente.
- Priorizar é essencial: investimentos devem estar alinhados a objetivos estratégicos, ter impacto mensurável e ser escaláveis; evitar múltiplos pilotos sem direção definida.
- O dado é atividade central: é preciso governança, qualidade e integração entre camadas (financeiro, operacional, sustentabilidade) para a IA gerar decisões úteis e competitivas.
El desayuno informativo, organizado por CincoDías em parceria com Santalucía Espacio Futuro, reuniu executivos para discutir como tecnologia e sustentabilidade redefinem estratégias empresariais. O encontro trouxe apresentações sobre integração entre áreas, investimentos e gestão de riscos. Participaram Carlos Fernández, da Santalucía; Ángel Uzquiza, da Santalucía; Mónica Chao, da Acativa; e Carolina Castillo, da Microsoft Espanha.
Os representantes destacaram que tecnologia e sustentabilidade deixaram de ser temas separados. Eles afirmaram que esses elementos devem andar juntos para melhorar eficiência, resiliência e preparo para impactos climáticos. Foi ressaltado que eventos climáticos extremos afetam resultados operacionais, não sendo fatores periféricos.
A inovação tecnológica só agrega valor se estiver alinhada a objetivos de negócio. Os participantes reforçaram que tecnologia e sustentabilidade são faces distintas de uma mesma prioridade, usadas para melhorar processos, produtividade e oferta de serviços, sem depender de modismos.
Prioridade e direção
Chamada a orientar investimentos, a priorização foi um tema central. Segundo Fernández, é essencial decidir o que fazer primeiro, o que deixar para depois. As ações devem ter impacto mensurável e potencial de escala.
Castillo alertou para o risco de múltiplos pilotos sem direção clara. Iniciativas com apoio da alta gestão, metas definidas e gestão de mudança apresentam melhores resultados do que projetos movidos apenas pela novidade tecnológica.
Recursos e pessoas
A conversa tratou ainda de recursos para sustentar a transformação. Chao apontou que o desenvolvimento tecnológico depende de materiais críticos, água e energia. A inteligência artificial exige planejamento de infraestrutura para atender demanda crescente.
Uzquiza mencionou as linhas do think tank Santalucía Espacio Futuro, que analisa cenários de longo prazo. O objetivo é antecipar tendências e impactos nos negócios, por meio de estudos sobre bem-estar até 2040.
Dados como ativo
A IA acelera o interesse por dados, mas a chave é organizar, interpretar e transformar informações em decisões. Fernández destacou a necessidade de romper silos e integrar dados para entender a realidade do negócio. A qualidade da informação é central para o acerto de modelos.
Castillo afirmou que a expansão da IA força a revisão de processos, não apenas a adoção de ferramentas. A qualidade do dado passa a ser prioridade, segundo a executiva. Chao apontou a fragmentação de dados como limitadora da visão estratégica.
A governança de dados foi apontada como responsabilidade estratégica. Com a automação, critérios comuns, traçabilidade e controles ganham relevância para evitar riscos. Uzquiza explicou que dados confiáveis ajudam a detectar tendências precocemente.
Futuro e resultados
Ao final, os participantes defenderam combinar resultados de curto prazo com visão de longo prazo. Eles destacaram a necessidade de agir com velocidade, sem perder a capacidade de adaptar-se a cenários futuros.
Chao citou o papel social da transformação tecnológica, com foco em formação, criticidade e adaptação das pessoas. Fernández ressaltou que sustentabilidade e competitividade caminham juntas para a longevidade empresarial.
O debate confirmou que dados bem geridos se tornaram ativo estratégico. A partir disso, a capacidade de transformar informação dispersa em conhecimento útil passa a diferenciar empresas em um ambiente de mudanças rápidas.
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