- Em maio, o preço do etanol caiu 5,6% em relação a abril, para uma média de 4,49 reais por litro no país.
- A Conab projeta que a produção de etanol aumente 8,5% neste ciclo, totalizando 40,7 bilhões de litros.
- A safra de cana deve gerar 709,1 milhões de toneladas, 5,3% a mais, chegando a quase o segundo maior volume da história.
- A produção de açúcar tende a recuar 0,5%, para 43,9 milhões de toneladas, enquanto o etanol produzido a partir da cana pode subir 7%, para 29,3 bilhões de litros.
- O milho, hoje responsável por cerca de 30% do etanol, ganha espaço com usinas no Centro-Oeste; a Conab estima que o etanol de milho chegue a 11,4 bilhões de litros em 2026-27, alta de 12,3%.
O preço do etanol caiu 5,6% nas bombas em maio, frente a abril, e a média nacional ficou em 4,49 reais por litro. A melhoria acompanha uma safra farta de cana e o avanço de novas rotas de produção, que ajudam a ampliar a oferta do biocombustível.
Especialistas apontam que, mesmo com a queda local, o custo do etanol não reverte a tendência de alta observada desde o início da crise no setor de energia. O petróleo e seus derivados continuam pressionando os preços no cenário global.
Safra recorde e mudanças na produção
A Conab projeta crescimento de 8,5% na produção de etanol neste ciclo, totalizando 40,7 bilhões de litros. O avanço é sustentado por uma safra de cana mais volumosa e áreas plantadas maiores, alimentando o processamento.
A estimativa aponta queda de 0,5% na produção de açúcar, para 43,9 milhões de toneladas, enquanto o álcool da cana pode subir 7%, para 29,3 bilhões de litros. Aproximadamente 70% da produção total de etanol deve vir desse líquido.
Contribuição do milho para o etanol
Entre as alternativas, o etanol de milho ganha espaço, especialmente no Centro-Oeste. Usinas que destilam a partir do milho vêm aumentando sua participação na oferta, impulsionando o volume disponível no mercado.
Um estudo do Insper indica crescimento expressivo do milho destinado à produção de etanol: de 1,3 milhão de toneladas em 2018 para 17,7 milhões de toneladas em 2019. Para 2026/27, a Conab prevê alta de 12,3%, chegando a 11,4 bilhões de litros.
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