- A União Europeia vão interromper a compra de carne bovina brasileira a partir de setembro, devido a garantias insuficientes sobre antimicrobianos, o que pode pressionar o setor exportador.
- Mesmo com participação menor, a UE foi responsável por 128,9 mil toneladas em 2025, representando 3,7% das exportações brasileiras de carne bovina.
- A China pode deixar de comprar cerca de 540 mil toneladas, após atingir a cota de 1,1 milhão de toneladas; se esse limite for atingido, haverá sobretaxa de 55%.
- A China é o maior comprador da carne brasileira; no ano passado, respondeu por 48% do volume exportado (1,68 milhão de toneladas), movimentando US$ 8,9 bilhões.
- Com menor demanda externa, espera-se maior oferta interna, o que pode levar a preços mais baixos em alguns momentos, mas o efeito tende a ser sazonal; a arroba do boi gordo recuou 5,6% em maio, mantendo alta anual, em torno de 18,9%.
A União Europeia anunciou a suspensão das compras de carne bovina brasileira a partir de setembro. A medida ocorre em meio à aproximação do limite de exportação para a China. O objetivo é exigir garantias maiores sobre o controle de antimicrobianos no produto brasileiro.
Em 2025, a UE respondeu com exigências sanitárias que impactam o comércio brasileiro. A decisão ocorre enquanto o Brasil se prepara para cumprir contratos em um cenário de demanda externa instável. O veto pode reduzir o volume de exportações nos próximos meses.
A carne brasileira enfrenta pressão adicional pela proximidade do teto de envio para a China. O país asiático tem sido o maior destino, comprando uma parcela relevante da proteína. O Brasil segue como maior produtor global, mas os embarques para a China devem se manter sob atenção.
Exportações para a China e impacto no mercado externo
A China pode deixar de adquirir até 540 mil toneladas, conforme o limite de 1,1 milhão de toneladas contratado para este ano. Após atingir a cota, Pequim projeta aplicar sobretaxa de 55% sobre a tarifa vigente. O debate sobre o efeito dessas medidas envolve o temor de retração de demanda.
A Abrafrigo aponta que a China é o principal comprador da carne brasileira, representando quase metade das exportações de 2025. Em 2024, o total exportado foi significativo, com receitas em dólares associadas ao volume enviado ao mercado chinês.
Apesar do sinal vermelho para as vendas à China, há quem acredite na manutenção da demanda. Analistas destacam que o Brasil pode buscar outros mercados para absorver a oferta adicional, reduzindo pressões de preço no curto prazo.
Efeito sobre o mercado interno e preços
A oferta interna pode aumentar diante da suspensão externa, o que pode favorecer quedas pontuais. Especialistas ressaltam que a relação entre oferta excessiva e demanda interna precisa de tempo para se refletir nos preços ao consumidor.
A cotação da arroba do boi gordo recuou em maio após recorde em abril, ajudando a moderar altas anteriores. Mesmo com a queda sazonal, o acumulado deste ano ainda mostra alta relevante, sustentada pela demanda externa e pelo fluxo de produção.
Mercados vizinhos também influenciam o equilíbrio de oferta. Uruguai e Argentina devem ampliar suas compras de carne brasileira, contribuindo para o escoamento da produção. Esse cenário pode ajudar a evitar concentração de oferta no mercado interno.
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