Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Preço da carne no Brasil não deve cair mesmo com veto da UE às exportações

Veto da UE às exportações eleva custos de adaptação e logística, e preço da carne no varejo tende a não cair

Restrições da UE englobam animais vivos para produção de alimentos e produtos derivados
0:00
Carregando...
0:00
  • A União Europeia vetou compras de carne brasileira, o que pode gerar perdas de US$ 1,8 bilhão por ano para o agronegócio brasileiro.
  • Mesmo com o embargo, não deve ocorrer alívio imediato dos preços ao consumidor; a distância entre oferta e demanda pelo Brasil e novos custos logísticos ajudam a manter os valores.
  • Se o Brasil conseguir redirecionar rapidamente a produção para Ásia e Estados Unidos, impactos nos preços podem ser limitados; porém, a acomodação no mercado interno tende a ser moderada e por tempo limitado.
  • Qualquer ajuste para atender aos padrões da União Europeia elevaria custos ao longo da cadeia, impactando o preço final ao consumidor.
  • Com a suspensão, novas rotas de exportação para Ásia, Estados Unidos, África e Oriente Médio são vistas como alternativa, mas implicam maior custo logístico e necessidade de adaptar operações.

A suspensão das compras de carne brasileira pela União Europeia, confirmada neste sábado, pode gerar um prejuízo de US$ 1,8 bilhão por ano ao agronegócio. Contudo, não deve trazer alívio imediato aos preços ao consumidor no Brasil.

Especialistas ouvidos pelo portal apontam que o Brasil pode redirecionar parte da produção para Ásia e Estados Unidos. Além disso, novos custos logísticos e operacionais reduziriam a margem de queda nos valores cobrados em açougões.

A depender de como o mercado interno absorva a produção, a redução de preços pode ocorrer de forma moderada e pontual. Mesmo com eventual queda, não é garantida a redução relevante da inflação de alimentos.

Custos de adaptação aos padrões da UE

A adequação da produção brasileira aos parâmetros exigidos pela UE envolve custos adicionais. Harmonizar a mercadoria pode elevar o preço na ponta, impactando a linha de custo de produtores e fornecedores.

Segundo especialistas, esse choque de demanda pode pressionar a cadeia de suprimentos e exigir certificações adicionais, o que elevaria custos para o produtor e para o processamento.

Novos destinos e impactos logísticos

Com o veto europeu, mercados como Ásia, Estados Unidos, África e Oriente Médio ganham relevância. A migração de rotas envolve reajustes de logística, prazos e capacidade ociosa de frigoríficos, com efeitos sobre o custo total.

Analistas destacam que a busca por novos mercados tende a elevar despesas de insumos, energia e transporte, o que pode frear reduções de preço ao consumidor mesmo diante de maior oferta.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais