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United Airlines vê fusão grande improvável após negativa da American

United Airlines vê fusão improvável após rejeição da American; mantém possível compra de ativos se combustíveis elevarem pressões sobre concorrentes

Avião da United Airlines
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  • A United Airlines continua aberta a comprar ativos como slots, portões ou outros, caso combustíveis altos pressionem concorrentes fracos, mas é improvável que busque grande fusão após a proposta fracassada à American Airlines.
  • O CEO Scott Kirby afirmou que a consolidação é improvável para a United, mesmo mantendo a possibilidade de adquirir ativos no mercado.
  • A fusão com a American precisaria do apoio da diretoria da American; Kirby disse que a oposição pública da diretoria tornou a operação inviável.
  • Kirby negou ter discutido com o governo dos EUA a ideia de uma golden share como parte de uma fusão.
  • O executivo destacou que preços maiores de combustível estão separando companhias fortes de as que ainda competem principalmente por preço, e que a demanda permanece sólida apesar das tarifas mais altas.

A United Airlines não espera fechar um grande acordo de fusão após a rejeição da American Airlines, segundo o presidente-executivo Scott Kirby. A empresa diz estar aberta à compra de slots, portões ou ativos aeroportuários caso o combustível elevado pressione concorrentes mais fracos, mas a consolidação é considerada improvável.

Kirby afirmou durante a reunião anual da IATA, no Rio de Janeiro, que a ideia de fusão foi apresentada à American, mas a outra companhia não demonstrou interesse, vendo a operação como anticompetitiva. A American também alegou que a fusão prejudicaria os clientes.

Ainda segundo Kirby, qualquer acordo de grande porte exigiria apoio da direção da American e não é visto como provável no momento. Ele disse que a United pode buscar ativos caso haja condições de mercado favoráveis, sem abrir mão da atuação estratégica atual.

O executivo ressaltou que combustíveis mais caros afetam margens e ampliam o fosso entre grandes marcas e concorrentes limitados. A United quer manter demanda estável, mesmo com tarifas mais altas, e aposta na fidelidade de clientes para sustentar investimentos.

Kirby também comentou o cenário competitivo, dizendo que a United e a Delta vencem ao investir em tecnologia, serviço e confiabilidade. Ele afirmou que a vantagem não está apenas no balanço, mas na lucratividade operacional que permite continuidade de investimentos.

Sobre possíveis mudanças no setor, Kirby citou a JetBlue como cenário improvável para um caminho de reestruturação via Capítulo 11, dada a posição de caixa e ativos da empresa. Não houve menção a estratégias como hedge de combustível de forma estrutural.

Acrescentou que não houve discussão com o governo sobre medidas que envolvessem participação governamental direta em caso de fusão. A declaração reforça a linha atual da United de buscar crescimento sustentável sem recorrer a acordos de grande escala.

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