- Abiquim afirma que a indústria química é essencial para soberania econômica, competitividade e desenvolvimento nacional.
- O setor movimenta US$ 167,8 bilhões por ano e emprega direta e indiretamente mais de 2 milhões de pessoas.
- O Brasil importa cerca da metade dos insumos químicos usados e acumula deficit comercial superior a US$ 50 bilhões por ano; em dois mil e vinte e dois, as importações atingiram US$ 80,3 bilhões.
- Medidas como Reiq e Presiq, além de ações de defesa comercial, visam reduzir custos de produção, recuperar competitividade e preservar empregos.
- Apesar da melhora, persiste o desafio de acesso competitivo a matérias-primas, como gás natural, que hoje é mais caro no Brasil; o país tem vantagem por ter matriz energética mais limpa, com cerca de 82,9% de fontes renováveis.
A indústria química brasileira é apresentada pela Abiquim como elemento central para a soberania econômica do país. Em meio a pandemias, guerras e tensões comerciais, o setor passou a ser visto como ativo estratégico de segurança produtiva.
Segundo a entidade, produzir localmente já não é apenas uma opção econômica, mas uma resposta a vulnerabilidades da cadeia global. A pergunta mudou: quanto custa não produzir? O Brasil é apontado como emergente no debate sobre autonomia.
A Abiquim afirma que a química sustenta fertilizantes, medicamentos, saneamento, construção, energia e tecnologia. Sem esse setor, haveria impactos diretos na indústria, na infraestrutura e na capacidade de inovação.
Importância macro e impactos
O setor químico movimenta US$ 167,8 bilhões por ano e emprega mais de 2 milhões de pessoas. A dependência de importações é apontada como principal desafio para a competitividade nacional.
Dados do governo indicam que o país importa cerca da metade dos insumos químicos que consome. O déficit comercial associado já supera US$ 50 bilhões anuais, com recorde de US$ 80,3 bilhões em 2022.
A pandemia evidenciou vulnerabilidades, levando governos a proteger cadeias estratégicas. O Brasil tem adotado medidas como o Reiq e o Presiq para reduzir custos, ampliar a produção e preservar empregos.
Instrumentos em vigor e resultados
O Reiq foi remodelado em 2026 para cortar impostos sobre insumos químicos, buscando recuperação de competitividade. O Presiq deve vigorar de 2027 a 2031, com metas de modernização e descarbonização.
A Lista DCC e políticas antidumping ajudam a conter importações predatórias e a manter produção local. Segundo a Abiquim, houve queda na participação de importados no consumo interno, de 56% para 43%.
A indústria química brasileira também registra benefícios de preços em certos segmentos, conforme o IBGE, o que desmonta a ideia de que defesa comercial eleva preços de forma generalizada.
Gargalos e vantagens estratégicas
Apesar dos avanços, o custo de matérias-primas permanece um gargalo, com gás natural mais caro que em alguns concorrentes internacionais. Preços de nafta, etano e propano também impactam a competitividade.
Entretanto, a matriz energética do setor é mais limpa, com 82,9% de fontes renováveis. Essa característica é apontada pela Abiquim como vantagem também em termos de sustentabilidade e de alinhamento com metas globais de descarbonização.
O que está em jogo
O objetivo, segundo a Abiquim, não é proteger um setor isoladamente, e sim fortalecer a capacidade de produzir, inovar e empregar no Brasil. A ideia é preservar soberania produtiva e autonomia estratégica diante de ciclos globais.
O texto destaca que, com o avanço da indústria química, o país ganha densidade industrial, tecnologia e arrecadação. Em caso de enfraquecimento, aumenta a dependência externa e os riscos econômicos.
Este material é produzido pela Abiquim, com base em dados oficiais e evidências do setor químico nacional. O conteúdo reflete a visão da entidade sobre a importância estratégica da indústria para o Brasil.
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