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Afastamentos por burnout sobem 823% em quatro anos, aponta gestão

Afastamentos por burnout sobem 823% em quatro anos; em 2025, recorde de 530 mil casos, com impacto em produtividade e custo de reposição

Opinião | Afastamento por burnout dispara 823% em quatro anos; esgotamento profissional virou dado de gestão
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  • Afastamentos por burnout no Brasil cresceram 823% em quatro anos, segundo o Ministério da Previdência Social.
  • Em dois mil e vinte e cinco, foram mais de cincocentos e trinta mil afastamentos por transtornos mentais, o maior volume da série histórica.
  • A maioria dos casos é de mulheres (64%), com idade média de 41 anos e tempo médio de afastamento de três meses.
  • A atualização da NR-1, vigente desde maio de dois mil e vinte e seis, inclui riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos, com consequências jurídicas para quem não documentar a gestão.
  • A Natura aplica saúde ocupacional como parte da operação, e a Organização Internacional do Trabalho estima perda global de cerca de 1,37% do PIB devido aos riscos psicossociais.

Afastamentos por burnout dispararam 823% nos últimos quatro anos no Brasil, segundo o Ministério da Previdência Social. Em 2025, o país fechou o ano com mais de 530 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior registro da série histórica. O dado impacta empresas e a força de trabalho.

Não é apenas um número: cada afastamento envolve recrutamento emergencial, queda de produtividade e perda de know‑how acumulado. Casos locais já mostram impactos financeiros e operacionais relevantes para pequenas e médias empresas.

A maioria dos afastados é mulher (64%), com idade média de 41 anos, enfrentando ansiedade e depressão. Em média, o período de afastamento é de três meses, efeito coletivo sobre equipes e famílias que dependem da renda.

Relatos de gestão indicam que falta uma leitura de dados clínicos no momento adequado. A healthtech Shaped usa IA para medir saúde por foto e oferece dados contínuos sobre condições físicas, abrindo janela de prevenção.

A atualização da NR-1, em vigor desde maio de 2026, exige que riscos psicossociais integrem o Programa de Gerenciamento de Riscos. Sobrecarga, metas abusivas e pressão por produtividade entram no escopo preventivo.

Essa mudança tem implicação jurídica: empresas sem documentação de gestão de riscos psicossociais ficam mais expostas a ações trabalhistas. Evita‑se apenas tratar o tema como pauta de RH sem técnica.

A Natura, com mais de 8 mil funcionários diretos, adotou há anos uma estrutura de saúde ocupacional que trata saúde mental como métrica operacional. Resultados aparecem em retenção, NPS interno e entrega estável.

A Organização Internacional do Trabalho estima que riscos psicossociais representam 1,37% do PIB global. O burnout cresce quando demandas sobem sem que condições adequadas acompanhem o ritmo.

Para gestores, a mensagem é clara: tratar saúde mental como gestão de ativo humano, com dados e medidas efetivas, evita impactos profundos na produtividade e no bem‑estar da organização.

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