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Ataques no Oriente Médio aumentam aversão ao risco e impulsionam petróleo

Novos ataques entre Israel e Irã elevam aversão ao risco e pressionam o petróleo, com Brent em US$ 94,22 e WTI em US$ 91,56

Protesto nas ruas de Teerã neste final de semana
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  • Novos ataques entre Israel e Irã reacendem tensões no Oriente Médio, elevando a aversão ao risco nos mercados.
  • O petróleo subiu com a intensificação do conflito, Brent em US$ 94,22 e WTI em US$ 91,56, após o fim das operações militares anunciadas pelo Irã.
  • Na Ásia, ações fecharam em queda, com o Kospi caindo 8,29%, pressionado por perdas no setor de tecnologia e IA.
  • Nos EUA, dados fortes alimentam dúvidas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve, influenciando as expectativas de política monetária.
  • No Brasil, o governo busca destravar negociações com os Estados Unidos e avalia encontro entre Lula e Trump na edição do G7 na França.

Os conflitos no Oriente Médio voltaram a representar risco para os mercados nesta segunda-feira (8), com nova escalada entre Israel e Irã após dois meses de cessar-fogo. A intensificação aumenta preocupações com interrupções no fornecimento de energia e inflação global, em meio a dados fortes da economia dos EUA que reduzem as apostas de cortes de juros pelo Fed.

O petróleo reagiu, com o Brent para agosto chegando a subir mais de 4% no fim de semana e operando perto de US$ 94,22 no fim da manhã, enquanto o WTI de julho avançava para US$ 91,56. O Irã anunciou o fim das operações militares contra Israel, após uma sessão de ataques que elevou o temor de novo ciclo de hostilidades.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda diante da deterioração geopolítica, com o Kospi registrando queda de 8,29%, puxada pelos ativos de tecnologia e semicondutores. O cenário externo mantém o Brasil atento ao desempenho de seus mercados, diante do curso das negociações com os Estados Unidos.

O governo brasileiro acompanha o ambiente internacional enquanto busca destravar negociações com Washington. A prioridade é facilitar um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump durante a próxima reunião do G7, na França, ainda neste mês.

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