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EUA abrem portas para investimentos brasileiros, diz cônsul

Cônsul-geral dos EUA em São Paulo diz que portas estão abertas para capital brasileiro; tarifas devem pressionar setores, mas efeito macro deve ser mínimo

Kevin Murakami, cônsul-geral americano em São Paulo, em seminário Parceria Econômica Brasil & EUA em Debate, do Grupo Lide
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  • O cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami, afirmou que as portas dos Estados Unidos estão abertas para investimentos brasileiros, destacando aportes recentes.
  • A mensagem é de que empresas brasileiras não questionam mais se devem investir nos EUA, mas como e quando fazer isso.
  • Durante o seminário, participantes enfatizaram o papel dos investimentos diretos dos EUA no Brasil para a relação bilateral.
  • Economistas avaliam que as tarifas propostas dos EUA devem provocar impacto setorial, com efeito muito menor na macroeconomia; há risco de escalada com retaliações brasileiras.
  • Há expectativa de acordo para suavizar as tarifas, com troca de concessões e exemptions amplas na lista de produtos afetados.

O cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, disse nesta terça-feira (9) que os Estados Unidos estão de portas abertas para investimentos brasileiros. Ele participou do seminário Parceria Econômica Brasil & EUA em Debate, organizado pelo Grupo Lide, em São Paulo. A mensagem é de maior abertura para o capital brasileiro, segundo ele.

Murakami ressaltou que nos últimos meses houve diversos investimentos brasileiros nos EUA, sinalizando uma mudança de cenário. Segundo ele, as empresas brasileiras passam a investir nos Estados Unidos de forma mais prática, com planejamento de quando e como investir.

Durante o evento, economistas destacaram a importância dos investimentos diretos dos EUA no Brasil para a relação bilateral, com impacto na cooperação tecnológica e em setores estratégicos. Participantes enfatizaram a relevância financeira dessa relação para o equilíbrio entre os dois países.

Entre os debatedores, ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou que a presença de investimentos diretos estadunidenses no Brasil é histórica e relevante para a discussão sobre tarifas. Ele apontou que o diálogo bilateral envolve a influência de tarifas na relação econômica.

O ex-ministro Joaquim Levy, também no painel, destacou quedas na dependência tecnológica como foco das parcerias. Ele afirmou que o Brasil conta com múltiplas cooperações em tecnologia e que o país pode manter equilíbrio ao não tomar lados fixos no cenário global.

Para Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, há grande possibilidade de acordo para suavizar as tarifas de 25% sugeridas pelos EUA. Ele disse que a negociação pode envolver trocas setoriais e mudanças na cadeia de produção.

Segundo economistas, as tarifas costumam gerar efeitos setoriais significativos, mas tendem a impactar pouco a macroeconomia. Cassiana Fernandez, do JP Morgan, ressaltou que não há revisão de PIB esperada apenas pela adoção das tarifas.

O mesmo raciocínio foi apontado por Ana Madeira, do Morgan Stanley, que lembrou que a lista de exceções é ampla e contempla várias exportações estratégicas, reduzindo o impacto total sobre o conjunto das manobras comerciais.

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