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Goldman Sachs negocia como Big Tech, segundo Barron’s

Barron’s aponta que Goldman Sachs está cara, precificada como Big Tech; ação sobe 70% em 12 meses, mas pode recuar com o IPO SpaceX e temores de IA

Goldman Sachs
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  • Goldman Sachs subiu setenta por cento em doze meses, superando bancos como JP Morgan e Bank of America e ficando acima do Morgan Stanley.
  • A ação está cotada a US$ 1.038, preço superior ao preço-alvo médio de mercado, de US$ 980.
  • Barron’s diz que o papel está precificado como grande empresa de tecnologia, impulsionado pela dominância em ofertas de ações e fusões do setor.
  • A empresa lidera operações de tecnologia com grandes operações como a oferta da Alphabet, o IPO da SpaceX e possível destaque na abertura de capital da Anthropic.
  • Mesmo com valorização, a Barron’s aponta que o uso do valuation pode não justificar o descolamento, já que o segmento de banqueiro de investimento representa cerca de quinze por cento da receita.

A Goldman Sachs está sendo vista como uma Big Tech pelos investidores, com desempenho acima de seus pares na Bolsa. A operação sólida em serviços financeiros impulsiona o desempenho, principalmente pelas ofertas no setor de tecnologia. A Barron’s aponta que a ação já precifica esse papel.

Entre as razões, destaca-se a liderança da Goldman em ofertas de ações e em fusões e aquisições do setor, incluindo participação em grandes operações. A análise ressalta ainda a relevância de outros negócios da instituição para o resultado global.

Ações indicam valorização recente: sobe cerca de 70% em 12 meses, superando JP Morgan, Bank of America e Morgan Stanley. O preço atual fica acima do preço-alvo médio do mercado, segundo a Barron’s.

Ações de referência mostram a Goldman negociando a 3 vezes o valor patrimonial, no maior nível dos últimos 20 anos, e a 18 vezes o lucro projetado para este ano, 50% acima do múltiplo do JPMorgan e do BofA.

Desempenho e composição do lucro

A Barron’s aponta que a empolgação com o segmento de investment banking não explica sozinha o descolamento, pois o IB representa cerca de 15% da receita total. Trading e gestão de patrimônio respondem por 50% e 35%, respectivamente.

A área de trading é mais volátil e menos transparente, mas, no momento, o mercado não aplica um múltiplo menor ao negócio em relação aos demais. A liderança do banco em ofertas para tecnologia sustenta a visão positiva.

Projeções e entrevistas

O Bank of America, com lucros cerca de 50% maiores que os da Goldman, vale US$ 382 bilhões na bolsa, um patamar apenas 20% acima da rival. Analistas ressaltam dúvidas sobre a extensão do rally da Goldman.

Erika Najarian, analista do UBS, comenta que o desempenho inferior do JPMorgan em relação à Goldman é inesperado, dado o alinhamento das tendências de mercado entre os bancos.

O que pode pesar no curto prazo

Com a posição atual, uma eventual decepção com o IPO da SpaceX ou correções do mercado ligadas a AI podem impactar a ação. Em março, com o início de tensões no Irã, a cotação chegou a recuar para US$ 800.

John Waldron, presidente e COO da Goldman, afirmou em conferência que o valuation alto é subjetivo e que o objetivo é acelerar o crescimento de lucro e elevar o retorno aos acionistas.

A Goldman Sachs vale cerca de US$ 306 bilhões na NYSE, segundo o fechamento mais recente.

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