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Investidores descartam cortes da Selic, segundo Termômetro do Copom

Mercado aumenta a chance de manutenção da Selic em 14,50% para a reunião do Copom de 17 de junho, com inflação pressionada e petróleo em alta

Termômetro do Copom: reunião do dia 17 de junho — Foto: Valor Data
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  • Contratos futuros indicam manutenção da Selic em 14,50% na próxima reunião do Copom, marcada para 17 de junho, com 62% de probabilidade.
  • A aposta por cortes de 0,25 ponto percentual ficou em 45%, enquanto a chance de manter a taxa passou a prevalecer.
  • O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) mostrou piora das previsões de inflação, com o IPCA de 2026 subindo para 5,11%.
  • Também houve revisão das projeções para a Selic ao fim de 2026, que passou de 13,25% para 13,50%; para 2027, de 11,25% para 11,50%.
  • Para a reunião de 5 de agosto, os contratos apontam 77% de probabilidade de manter a taxa, e 14% de chance de novo corte de 0,25 ponto percentual.

O Termômetro do Copom indica que investidores já esperam manter a Selic em 14,50% na reunião de 17 de junho. A probabilidade de manutenção alcançou 62%, ante 45% de cortes de 0,25 ponto percentual. A mudança ocorreu após semanas de sinalização de queda.

Conflitos no Oriente Médio elevaram os preços do petróleo, com o Brent próximo de US$ 95 o barril. Essa trajetória mantém pressões sobre combustíveis, transporte e custos de produção, próximos aos ciclos de política monetária. Os mercados monitoram se a inflação volta a subir.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) trouxe novas altas nas projeções. O IPCA de 2026 subiu para 5,11%, acima do teto de 4,5% da meta. A Selic no fim de 2026 passou de 13,25% para 13,50%, e em 2027, de 11,25% para 11,50%.

Investidores passaram a duvidar de cortes já neste mês e questionam se haverá espaço para redução da Selic na próxima reunião. As apostas se voltam para o grau de aversão à inflação e aos choques de preços externos.

Mercado revisa apostas para as próximas decisões

A leitura atual aponta para 77% de probabilidade de manutenção da taxa em 5 de agosto, contra 14% de possibilidade de novo corte de 0,25 ponto. O cenário atual reforça a cautela dos agentes financeiros.

A percepção de que a inflação pode permanecer acima da meta realça o papel das decisões do Copom. Mesmo com sinais de desaceleração, a alta de preços global e o petróleo pressionam o commute de política monetária.

Perspectivas e próximos fundamentos

Indicadores de inflação no Brasil serão decisivos para consolidar esse movimento. Enquanto isso, o mercado projeta a Selic estável por mais tempo, mantendo o patamar atual diante de cenários de alta de custos e volatilidade externa.

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