- Os preços do petróleo subiam nesta segunda-feira: Brent a US$ 96,17 por barril e WTI a US$ 93,76, por volta das 8h20 (horário de Brasília).
- Israel disse ter atacado o complexo petroquímico de Mahshahr, no Irã, além de alvos militares; Teerã afirmou danos em parte da unidade.
- A troca de ataques aumenta a preocupação com fluxos pelo estreito de Ormuz, que costuma permitir cerca de um quinto do petróleo global.
- Em resposta à crise, a Opep+ aprovou o quarto aumento da meta de produção em quatro meses, mas analistas veem impacto limitado.
- No plano político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo para encerrar a guerra segue próximo; o Irã condiciona cessar-fogo a um acordo de paz, enquanto o Líbano e Israel teriam chegado a um cessar-fogo em 3 de junho.
Os preços do petróleo operaram em forte alta nesta segunda-feira, diante de ataques israelenses renovados contra o Irã e novos ataques ao Líbano. Brent subiu cerca de 3,3%, para US$ 96,17 por barril, às 8h20, enquanto o WTI avançou 3,6%, para US$ 93,76 por barril, no mesmo horário.
O governo israelense informou que atingiu o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã, além de alvos militares. Um funcionário da província iraniana confirmou danos em parte da unidade. No cenário regional, a troca de fogo entre Irã e Israel elevou as preocupações com restrições de fluxo pelo Estreito de Hormuz.
Fluxos e preços no mercado
Analistas ressaltam que as interrupções podem manter os preços pressionados, já que o estreito é passagem de cerca de um quinto do suprimento diário global de petróleo e gás natural liquefeito. Onda de otimismo sobre cessar-fogo entre Irã e Líbano também recuou, conforme as últimas movimentações no terreno.
O Irã havia respondido com uma nova ofensiva de mísseis contra alvos israelenses, em retaliação aos ataques ao Líbano. Enquanto isso, o Líbano e Israel anunciaram, no início de junho, um acordo de cessar-fogo após negociações em Washington, mas os desdobramentos continuaram a influenciar o sentimento do mercado.
Contexto geopolítico e impactos no abastecimento
O estreito de Hormuz continua no centro das preocupações, já que qualquer interrupção pode restringir fluxos de petróleo na região. O ministro iraniano em Moscou informou que a abertura do estreito dependerá de condições impostas pelo Irã e Oman, incluindo possíveis taxas de trânsito.
Na contramão das tensões, a Opep+ decidiu, no fim de semana, um quarto aumento da meta de produção em quatro meses. Especialistas apontam que o efeito prático pode ser limitado pela incapacidade de muitos membros de cumprir metas, dada a situação no estreito e ataques a infraestrutura de produção na Rússia.
Essa combinação de fatores alimenta a volatilidade dos preços, com investidores atentos a novos desdobramentos militares e a possíveis mudanças no fluxo de petróleo pela região.
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