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Teoria da piscina olímpica: movimento pode impactar a B3, afirma Braga da Encore

Braga diz que o Brasil pode receber primeiros baldes da piscina olímpica, movendo a B3, com ciclo de reformas e diversificação internacional

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  • Ibovespa caiu de quase 200 mil para 169 mil pontos, com saída de quase R$ 15 bilhões de investidores estrangeiros em maio, maior fluxo desde 2022; saldo positivo fica próximo de R$ 44 bilhões em 2026.
  • João Luiz Braga, sócio da Encore Asset, permanece otimista e vê o início de um ciclo considerado excelente para a bolsa.
  • A tese apresentada, chamada “teoria da piscina olímpica”, aponta que recursos globais saem dos Estados Unidos e começam a chegar ao Brasil, impactando o mercado local.
  • O movimento ocorre em três ondas: fim de 2024 (investidores já estudavam o país), janeiro de 2026 (smart money diversificando), e a terceira, com gestores internacionais retomando a análise de empresas brasileiras, considerada a mais relevante.
  • A carteira da Encore combina ações domésticas e ativos ligados a commodities; a maior aposta é a Smart Fit, com expectativa de lucro superior a 30% ao ano nos próximos três anos e negócio sendo cotado a nove vezes o lucro.

A teoria da piscina olímpica: o movimento que pode movimentar a B3, segundo Braga, da Encore

João Luiz Braga, sócio da Encore Asset, defende que o Brasil pode entrar em um novo ciclo de valorização com a realocação gradual de capitais globais para mercados emergentes. A ideia é que o país receba aportes significativos mesmo diante de oscilações de curto prazo. A entrevista aconteceu no Café com Investidor, programa entre NeoFeed e CNN Brasil.

Para Braga, o mercado americano funciona como uma piscina gigante, na qual a maior parte dos recursos globais ficou nos últimos 17 anos. Quando parte dessa água é redirecionada ao Brasil, o impacto é imediato, principalmente por aqui o mercado local é menor e mais sensível a entradas de capital. É o que ele chama de teoria da piscina olímpica.

A tese se embasa em três ondas. A primeira, no fim de 2024, ocorreu com investidores que já estudavam o Brasil e aproveitaram o ruído fiscal. A segunda, em janeiro de 2026, trouxe smart money buscando diversificação rápida por meio de índices. A terceira, que Braga considera a mais duradoura, envolve gestores internacionais revisitando empresas brasileiras e casas locais.

Segundo o gestor, o estrangeiro enxerga o Brasil com menor foco em política e maior comparação internacional. A eleição, para essa visão, importa menos do que a trajetória de reformas, a dinâmica de juros e a necessidade de diversificação além dos Estados Unidos. O cenário externo, portanto, molda decisões de investimento no país.

Na visão da Encore Asset, a carteira soma empresas nacionais e ativos ligados a commodities. A aposta principal recai sobre a Smart Fit, que Braga vê como um caso de expansão na América Latina com lucros crescendo acima de 30% ao ano nos próximos três ciclos, negociando a um múltiplo de lucro que parece conservador diante das perspectivas.

A entrevista também aborda o ambiente setorial brasileiro. Braga aponta que, embora haja pessimismo com o agronegócio, a visão de investimento se mantém voltada a empresas com potencial de crescimento sustentado e diversificação de negócios. A conversa inclui ainda reflexões sobre planejamento financeiro e estratégias de gestão de risco para o investidor.

Enfoque na prática de investimento

Braga destaca que a resposta do fluxo de capitais ao Brasil depende de reformas, juros e credibilidade fiscal. Ele reforça que não se trata apenas de mudanças políticas, mas de estabilidade macroeconômica e oportunidades de mercado que ultrapassam o ciclo eleitoral. O movimento, segundo ele, pode sinalizar um novo patamar para a B3.

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