- Asia-Pacífico continua dominando as negociações globais de alimentos e bebidas no mercado médio, respondendo por 41% do volume de transações e 39% do valor em 2025.
- Demanda por drinks low e no álcool, bem como bebidas funcionais, impulsiona aquisições na indústria, segundo estudo da Baker Tilly International e Mergermarket.
- Embora alimentos ainda representem a maior parte das operações, o segmento de bebidas passa a ter foco estratégico maior entre compradores.
- O valor de transações transfronteiriças na Ásia-Pacífico caiu 13% e chegou a US$ 1,9 bilhão, com queda de 15% no número de negócios (17).
- Atividade de private equity recuou, com quedas de 35% nos valores de buyouts para US$ 3,6 bilhões; compradores estratégicos permaneceram ativos.
A demanda por bebidas com baixo teor alcoólico, sem álcool e funcionais está impulsionando fusões e aquisições no setor global de alimentação e bebidas, aponta estudo da Baker Tilly International e Mergermarket. O tema ganha força conforme hábitos de consumo mudam, especialmente entre os mais jovens, que reduzem o consumo de álcool e buscam opções menos açucaradas.
Em termos de participação, a região da Ásia-Pacífico continua liderando o mercado de mid-market deals, respondendo por 41% do volume de transações e 39% do valor, em 2025. Esse desempenho reforça a confiança de investidores em mercados beneficiados pela urbanização, crescimento populacional e demanda por produtos premium.
Apesar do otimismo, houve recuo no valor de aquisições internacionais. O cross-border na Ásia-Pacífico caiu 13% (US$ 1,9 bilhão) e o número de negócios reduziu 15% (a 17 transações). Mesmo assim, a região permaneceu com o maior total de operações internacionais.
Globalmente, o momento de maior cautela se manteve. O valor de cross-border no setor de alimentos e bebidas caiu 31% em 2025 (US$ 6,6 bilhões) e o volume recuou 27% (54 transações), diante de maior escrutínio regulatório e tensões geopolíticas.
Mesmo com esse cenário, o setor de mid-market consolidou resistência. O valor total de negócios globais subiu 1% para US$ 20,4 bilhões, com 187 transações, segundo o levantamento. Empresas indicam boa disponibilidade de investimento em marcas fortes, com poder de precificação e potencial de crescimento.
A pesquisa aponta distribuição desigual entre compradores: private equity freou, com quedas de 35% no valor de buyouts (US$ 3,6 bilhões) e 31% no volume (37 transações). Compradores estratégicos permaneceram ativos, buscando ampliar portfólio, escala e crescimento de longo prazo.
Harsh Maheshwari, líder de serviços de assessoria global na Baker Tilly International, observa maior seletividade entre compradores. Segundo ele, o setor entra numa fase mais criteriosa, priorizando relevância para o consumidor, poder de precificação e resiliência. Em média, esse cenário favorece marcas de saúde, conveniência, premium e resiliência na cadeia de suprimentos.
O estudo aponta que as bebidas representam 24% do valor total das transações e 27% do volume, com alimentos respondendo pela maior parte. Há expectativa de continuidade da demanda por produtos mais saudáveis, formatos convenientes e opções premium até 2026 e além.
Olhares para o futuro indicam continuidade do dinamismo, com reestruturações de portfólio corporativo, demanda por marcas de saúde e bem-estar e condições de financiamento em melhoria. Mercados estabelecidos e emergentes devem seguir gerando oportunidades para alvos mais jovens e de rápido crescimento.
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