- O BNDES anunciará, na quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma linha de crédito exclusiva para ferrovias na B3, em São Paulo, buscando atrair investidores europeus e chineses com prazos mais longos.
- O governo afirma que a participação do Estado é essencial para reduzir riscos e viabilizar projetos de longo prazo no setor ferroviário.
- Foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União o projeto de retomada da Malha Oeste, que pretende ligar a malha brasileira ao corredor bioceânico, conectando Bolívia e Porto de Antofagasta, no Chile.
- A Ferrogrão (EF-170) avança no TCU; o projeto ganhou novas audiências públicas e integrações, com benefícios ambientais e redução de emissões por substituir parte do transporte rodoviário pela ferrovia.
- No Nordeste, a FIOL deve receber investimentos privados, com a solicitação de concessão do trecho Caetité–Ilhéus hoje encaminhada à Agência Nacional de Transportes Terrestres; assinatura até agosto pode viabilizar obras ainda em 2026, com entrega prevista até 2033, e outros leilões programados para 2026.
O BNDES divulgará, nesta quinta-feira, na sede da B3 em São Paulo, uma linha de financiamento exclusiva para o setor ferroviário. A iniciativa foi anunciada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, em entrevista à EBC.
A linha visa atrair capital internacional, com foco em investidores europeus e chineses, oferecendo prazos mais longos para financiar projetos de longo prazo. O governo defende a participação estatal como forma de reduzir riscos para o setor privado.
Santoro ressaltou que a participação do Estado é comum em ferrovias globais e afirmou que o Brasil estava atrasado nesse aspecto. A meta é viabilizar grandes investimentos sem depender apenas de capital privado.
Malha Oeste e Corredor Bioceânico
O ministro confirmou o envio do projeto de retomada da Malha Oeste ao TCU. A ferrovia é estratégica para o corredor bioceânico que liga o Brasil a Bolívia e ao Porto de Antofagasta, no Chile, com articuladores internacionais em diálogo contínuo.
Equipes técnicas trabalham para alinhar investimentos logísticos com autoridades bolivianas e chinesas, visando integração com o Ferroanel de São Paulo, que pretende deslocar cargas do centro da capital aos portos do Sudeste.
Ferrogrão
O TCU analisa a Ferrogrão, que conectará áreas de produção no Mato Grosso aos portos do Pará. O governo atualizou o projeto após audiências públicas e incluiu aproximadamente 1 bilhão de reais em compensações ambientais, buscando reduzir emissões ao substituir parte do transporte rodoviário pela ferrovia.
Santoro descreveu o projeto como a maior retirada de carbono já realizada no país, devido à deslocação de cargas da BR-163 para o modal ferroviário.
FIOL
No Nordeste, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste deve receber investimentos privados no trecho 1, entre Caetité e Ilhéus. A Mota-Engil, em parceria com empresa luso-chinesa, solicitou à ANTT a concessão, com assinatura do termo aditivo prevista para agosto.
O cronograma prevê entregar o trecho e o complexo portuário baiano até 2033. Paralelamente, o trecho que liga Fiol 2 a Fico 2 será ofertado em leilão ferroviário já programado para 2026.
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