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Cobertura de seguros da Copa do Mundo é afetada por geopolítica e transfronteira

Cobertura de seguros para a Copa do Mundo de 2026 enfrenta complexidade geopolítica e transfronteiriça, elevando custos e dificultando adesões entre organizadores, patrocinadores e hotéis

Imagem aérea do estádio Azteca, onde acontece a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026. — Foto: AP/Fernando Llano/Arquivo
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  • A Copa do Mundo de 2026 será realizada em três países (Estados Unidos, Canadá e México), distribuída em 16 cidades, sendo 11 nos EUA, três no México e duas no Canadá, com início no dia 11 de junho no Estádio Azteca, na Cidade do México.
  • Serão 48 seleções, o maior número da história da competição, distribuídas entre os três países anfitriões.
  • Corretores e seguradoras dizem que o cenário geopolítico tornou a contratação de seguros de contingência mais complexa, com foco em violência política, interrupções de viagem e riscos transfronteiriços.
  • As apólices podem cobrir cancelamento, abandono ou interrupção do evento, além de extensões para não comparecimento de equipes e riscos cibernéticos, com grande parte da cobertura ainda centralizada em Londres/Mercado de Londres.
  • A indústria aponta que custos elevados de ingressos e riscos geopolíticos podem impactar a participação de torcedores e as reservas hoteleiras, que ficaram abaixo das expectativas em algumas cidades-sede.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada pela primeira vez em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O torneio ocorrerá em 16 cidades, sendo 11 EUA, 3 no México e 2 no Canadá. A competição reunirá um recorde de 48 seleções.

Segundo corretores e seguradoras especializados, a contratação de seguros de contingência tem sido influenciada por um cenário geopolítico e transfronteiriço mais complexo do que em edições anteriores. A preocupação principal é evitar perdas financeiras ante interrupções e violência política.

O levantamento de primeira linha aponta que patrocinadores, organizadores e parceiros comerciais estão atentos a riscos de violência política, interrupções de viagem e questões transfronteiriças. A alta demanda por proteção se dá em meio a custos elevados de ingressos.

Dados oficiais indicam que até 6,5 milhões de pessoas devem comparecer ao evento, com impacto potencial de até US$ 40,9 bilhões no PIB. As estimativas são resultado de estudo conjunto da Fifa e da Organização Mundial do Comércio, divulgado em 2025.

Para o mercado de seguros, compradores de cobertura se dividem entre a Fifa, comitês locais e entidades sediadas. Além disso, emissoras, operadoras de hospitalidade e hotéis também podem contratar seguros de contingência. O mercado de Londres é apontado como base da cobertura.

As coberturas variam conforme necessidade: pode envolver seguro total jogo a jogo, ou apenas para cancelamento ou abandono. Algumas apólices também cobrem não comparecimento de equipes por problemas de viagem ou doenças.

Riscos geopolíticos elevam a importância da proteção contra terrorismo e distúrbios civis. Especialistas ressaltam que a natureza transnacional do torneio aumenta a complexidade de contratos que dependem de um único país para coberturas amplas.

Operadores do setor apontam ainda que, embora haja possibilidade de incluir seguro cibernético, as apólices de cancelamento costumam excluir esse risco. Em alguns mercados, porém, há opções com limites menores para coberturas cibernéticas.

O torneio tem início no dia 11 de junho, com a abertura prevista no Estádio Azteca, na Cidade do México, em duelo entre México e África do Sul. A partida retorna à Costa do Azteca após ter sido tema da abertura de 2010.

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