- Coreia do Sul busca uma “terceira via” para IA, conectando liderança em semicondutores a aplicações práticas na economia e nos serviços.
- A ideia é disseminar tecnologia por setores como saúde, educação, indústria e serviços públicos para aumentar eficiência e crescer, mesmo em meio a incertezas econômicas.
- Samsung e SK Hynix, principais fabricantes de memória de alta largura de banda, tiveram valorização expressiva e chegaram pela primeira vez ao clube das empresas avaliadas em mais de US$ 1 trilhão.
- Governo vê a IA como ferramenta de produtividade e defende uma agenda de infraestrutura, formação de talentos e uso setorial, com objetivo de ampliar o caso de uso nacional.
- O AI Basic Act teve vigência adiada por um ano para ajustes; o governo afirma que 80% da lei visa facilitar avanços e 20% regulações.
Entre EUA e China, a Coreia do Sul aposta em uma via própria para IA, buscando transformar liderança em semicondutores em aplicações práticas na economia e nos serviços. A iniciativa visa disseminar a tecnologia por setores para elevar a eficiência em meio a incertezas econômicas. O objetivo é usar IA de forma ordenada e humana, conectando inovação a uso cotidiano.
O país abriga duas grandes fabricantes de chips de memória, Samsung e SK Hynix, que impulsionam a valorização de suas ações. Dados de 2026 apontam alta expressiva, com SK Hynix entrando para o clube de empresas avaliadas acima de US$ 1 trilhão, impulsionadas por infraestrutura computacional.
Apesar da posição de terceira maior economia em IA, a Coreia observa que a corrida global permanece liderada por EUA e China, conforme o AI Index da Stanford University. O país mira tratar a IA como ferramenta para saúde, educação, indústria e serviços públicos, ampliando ganhos de produtividade.
Para o governo sul-coreano, o foco está em transformar a tecnologia em casos de uso nacionais que elevem serviços como saúde e educação, mantendo o crescimento econômico. A ideia é que a IA beneficie o bem-estar da população, sem depender de plataformas estrangeiras.
Em termos de indústria, a Coreia busca ampliar a presença de IA por meio de infraestrutura, formação de talentos e uso setorial. A visão envolve reduzir a distância entre países com maior e menor capacidade de IA, promovendo um ecossistema mais acessível.
O setor privado também participa desse movimento. A startup Elice, especializada em tecnologia educacional, evoluiu para oferecer centros de processamento de IA e data centers modulares, visando reduzir custos e ampliar disponibilidade.
Ainda assim, o arcabouco regulatório sofreu ajuste: o AI Basic Act teve vigência adiada em um ano para considerar mudanças futuras. Segundo o secretário presidencial de IA, 80% da lei visa facilitar avanços, e apenas 20% envolve regulação.
O representante destacou a necessidade de uma transformação pacífica, inclusiva e centrada no ser humano, reconhecendo o domínio dos EUA e da China no ecossistema de IA. A meta é criar um caso de uso nacional que sustente o crescimento econômico com ganhos de saúde e educação.
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