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Curitiba entre capitais com gasolina mais cara do Brasil

R$ 6,95 por litro em Curitiba eleva a capital entre as mais caras, puxado por aluguel alto, custos locais e margens das distribuidoras

O preço médio do combustível comum em Curitiba é de R$ 6,95 por litro. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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  • Curitiba tem gasolina a média de R$ 6,95 por litro, segundo a ANP, em levantamento de 24 a 30 de maio de 2026, ficando entre as capitais com os preços mais altos.
  • A capital paranaense ocupa a sétima posição entre as capitais, com preço acima da maior parte do Paraná; apenas Castro fica à frente no estado.
  • O estudo considerou preços de 33 postos em Curitiba e 263 em todo o Paraná.
  • Segundo o Sindicom, 61% do preço é puxado pelo custo de produção e importação; tributos somam 16%; biocombustíveis, 10%; e margem de distribuição/aplicação, 13%.
  • O Paranapetro aponta que aluguéis elevados e custos locais também elevam o valor na bomba, enquanto a ANP afirma que não fixa preços, apenas observa o mercado.

Curitiba aparece entre as capitais com gasolina mais cara do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre 24 e 30 de maio de 2026. O preço médio do litro de gasolina comum na cidade ficou em 6,95 reais, 0,75 reais abaixo de Boa Vista (RR), que lidera o ranking com 7,70 reais. Curitiba ocupa a sétima posição entre as capitais.

No Paraná, a capital registra o valor mais alto entre as cidades avaliadas, ficando atrás apenas de Castro no estado. A ANP pesquisou preços em 33 postos de Curitiba e em 263 pontos localizados no estado, para consolidar o ranking estadual.

Margem das distribuidoras e custos locais elevam o valor nas bombas

Para entender a composição do preço, o Sindicom aponta que produção e importação respondem por 61% do preço final da gasolina. Tributos (PIS/Cofins e ICMS) somam 16%, e a mistura de biocombustíveis fica em 10%.

A margem de distribuição e revenda representa 13% do valor cobrado ao consumidor. O Sindicom lembra ainda que o país realiza cerca de 200 mil abastecimentos por hora, o que demanda logística de armazenagem. A dependência de importação também influi nos custos.

Paranapetro aponta custos locais e prática de preços

O Paranapetro, sindicato dos postos, afirma que o varejo é o elo mais exposto, por comprar de distribuidoras, não direto da refinação. A entidade sustenta que a distância da refinaria não é o principal motivo da diferença de preços entre cidades.

Segundo o sindicato, câmbio de valores entre distribuidores serve para ajustar a lucratividade conforme a região. Custos locais como aluguéis altos em Curitiba, encargos sociais, tamanho da equipe e segurança privada também pesam no valor da bomba.

Definição de preço e fiscalização

A ANP explica que não intervém na fixação de preços. O mercado determina os valores, com atuação de refino, distribuição e postos. A fiscalização de preços depende da clareza das informações repassadas aos consumidores.

A coordenadora do Procon, Claudia Silvano, ressalta que não há teto legal para preços. A atuação do órgão fica restrita à transparência e à verificação de informações disponíveis ao público, incluindo descontos anunciados por meio de aplicativos.

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