- Curitiba liderou o saldo de empregos formais ocupados por migrantes no Brasil em 2025, com 7.267 vagas, à frente de São Paulo (6.224) e Florianópolis (2.440); o Paraná teve 21.023 admissões formais no público migrante.
- Daniel Ramón Torrealba, venezuelano que chegou a Curitiba em agosto de 2024, trabalha em um empório no Mercado Municipal e planeja estudar jornalismo, além de reabrir o negócio de costura da avó.
- Os setores com maior saldo de contratações no Paraná foram indústria de transformação (7.443), comércio e reparação de veículos (5.776) e alojamento e alimentação (1.505). Entre as ocupações estão alimentador de linha de produção, atendente de lojas, operador de caixa, auxiliar de alimentação e faxineiro.
- A attractividade de Curitiba para migrantes envolve mercado de trabalho formal estável, serviços públicos e custo de vida relativamente mais baixo em comparação a grandes centros, favorecendo a reconstrução econômica e social.
- O Move, rede de acolhimento da Universidade Federal do Paraná, oferece suporte psicossocial, orientação migratória e encaminhamentos para educação e mercado de trabalho, destacando a importância da qualificação para a integração.
Curitiba deixou São Paulo para trás e passou a liderar o saldo de empregos formais ocupados por migrantes no Brasil em 2025, segundo o ORGMigra. A cidade registrou 7.267 vagas, ante 6.224 em SP, com o Paraná somando 21.023 admissões formais no estado.
A história de Daniel Ramón Torrealba, que chegou a Curitiba em agosto de 2024, ilustra esse movimento. O venezuelano trabalha em um empório no Mercado Municipal e planeja abrir o negócio de costura da avó, conciliando o curso técnico em Segurança do Trabalho com estudos de jornalismo.
Motivos da atratividade
Especialistas destacam o mercado de trabalho formal consolidado, serviços públicos mais acessíveis e custo de vida relativamente menor. Curitiba aparece como oportunidade de reconstrução econômica para quem passou por vulnerabilidade.
Setores e ocupações mais procurados
Segundo o boletim do ORGMigra, as maiores contratações ocorrem em transformação, comércio e alojamento. Entre as ocupações comuns estão operador de linha, atendente, operador de caixa, auxiliar de alimentação e faxineiro, com maior demanda em setores de baixa qualificação.
Rede de apoio aos migrantes
Além do emprego, Curitiba mantém redes de acolhimento como o Move, da UFPR, que oferece suporte psicossocial, orientação sobre políticas migratórias e encaminhamento a redes de proteção, trabalho e educação superior. A qualificação facilita a inserção no mercado.
Impacto econômico local
A entrada de migrantes formais aumenta consumo e arrecadação, fortalecendo a economia local. Especialistas ressaltam que a presença migrante complementa a mão de obra em postos com escassez de trabalhadores, reduzindo distorções de mercado.
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