- A mudança na escala de trabalho 6×1 pode elevar custos de produção no agro e, por consequência, os preços dos alimentos no Brasil, segundo Marcelo Bertoni, vice-presidente da CNA, em entrevista ao CNN 360°.
- Bertoni afirma que o setor já enfrenta escassez de mão de obra e que a rigidez da escala fixa não se adequa à realidade do agronegócio, especialmente na leiteria.
- Ele sustenta que o aumento dos custos de produção seria repassado aos preços na gôndola, impactando diretamente o consumidor.
- Em vez da PEC que propõe o fim da escala 6×1, Bertoni defende a PEC 12, que permite negociação direta entre trabalhador e empregador sobre as condições de trabalho.
- O vice-presidente da CNA criticou a velocidade do debate na Câmara e pediu maior aprofundamento antes de qualquer votação no Senado, citando a necessidade de discussão ampla.
A proposta de fim da escala de trabalho 6×1 pode elevar o custo de produção no agronegócio e, em consequência, os preços dos alimentos no Brasil. A avaliação é do vice-presidente da CNA, Marcelo Bertoni, em entrevista ao CNN 360°. O tema envolve mudanças na legislação trabalhista e impactos sobre o consumidor.
Bertoni afirma que a atividade agropecuária já enfrenta escassez de mão de obra, e manter a escala atual é desafiador. Segundo ele, a rigidez de uma escala fixa não condiz com o ciclo de produção, que varia conforme safras, manejo de rebanhos e fases de plantio.
Para o dirigente, os custos de produção aumentariam e seriam repassados ao consumidor nas gôndolas. Com isso, haveria pressão inflacionária no segmento de alimentos, na visão dele, afetando o poder de compra dos brasileiros.
Defesas da flexibilização
O representante da CNA defende a PEC 12, proposta pelo senador Rogério Marinho, que flexibiliza a negociação direta entre trabalhador e empregador. A ideia é ampliar opções de acordo sem eliminar proteções trabalhistas.
Bertoni sustenta que, em negociações, trabalhadores e empregadores possuem igual peso. Ele cita o setor de enfermagem, com jornadas 12×36, como exemplo de flexibilização que pode coexistir com regras de proteção.
Ele também critica a velocidade do tema na Câmara dos Deputados e sugere debate mais aprofundado antes de avançar para o Senado, especialmente em ano eleitoral. A expectativa é de que as discussões precisem de mais tempo e participação.
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