Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Presidente do BRB afirma fraude, aporte deve gerar lucro de R$ 1 bilhão em 2028

BRB recebe aporte de 8,8 bilhões para cobrir rombo do Master; lucro superior a 1 bilhão previsto a partir de 2028, conforme dirigente

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira, 9, que a instituição foi a maior vítima da fraude do Banco Master e que um aporte de R$ 8,8 bilhões levará o BRB a ter um lucro superior a R$ 1 bilhão a partir de 2028.
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente do BRB afirmou que a instituição foi a maior vítima da fraude do Banco Master e que um aporte de 8,8 bilhões deve levar o BRB a lucrar mais de 1 bilhão a partir de 2028.
  • O governo do Distrito Federal negocia um empréstimo de até cerca de 6,5 a 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, com securitização da dívida ativa para completar o aporte.
  • Em troca, o DF oferecerá as transferências do FPE e do FPM, além de congelar reajustes salariais, concursos públicos, despesas obrigatórias e incentivos fiscais até quitar o empréstimo ou até melhorar a nota do Tesouro Nacional, que hoje é C.
  • A governadora Celina Leão pretende votar, na Câmara Legislativa, a autorização para a operação de crédito, que envolve bancos públicos e privados sem garantia do Tesouro Nacional.
  • O BRB aponta atraso no balanço de 2025 devido a procedimentos contábeis e auditoria, e diz que há corrida de liquidez diante da fraude do Master; o rombo é estimado em 8,8 bilhões.

O Banco de Brasília (BRB) afirma ter sido a maior vítima da fraude ligada ao Banco Master. Em audiência no Senado, o presidente Nelson Antônio de Souza informou que um aporte de 8,8 bilhões de reais deve elevar o lucro do BRB acima de 1 bilhão a partir de 2028. A operação envolve empréstimo do Distrito Federal e securitização de dívida.

Segundo Souza, o DF promoverá o empréstimo com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com securitização da dívida ativa, totalizando os 8,8 bilhões necessários para cobrir os prejuízos do Master. O valor exato depende do limite de endividamento autorizado pelo Senado.

O governo distrital negocia com o FGC e bancos os termos do empréstimo. A administração afirma que a operação é contábil, não implica desembolso direto do Tesouro Nacional e está dentro da lei. A ideia é evitar a liquidação do BRB pelo Banco Central, que poderia ocorrer sem o aporte.

Aporte, condições e garantias

A proposta prevê o empréstimo de cerca de 6,5 a 6,6 bilhões de reais, sujeito ao teto de endividamento autorizado pelo Senado. Os 2,2 bilhões restantes virão da securitização de ativos do DF. Governadores ressaltam que os recursos não vão direto para o aporte, mas reforçam o capital regulatório do BRB.

A operação envolve concessões adicionais, como uso de garantias de FPE e FPM, com condicionantes adicionais para quitar o ajuste fiscal. Também há compromisso de congelar reajustes salariais, concursos e incentivos fiscais até a quitação, conforme avanço do orçamento.

A governadora Celina Leão busca aprovar o projeto na Câmara Legislativa para autorizar a contratação do empréstimo. Bancos participantes exigem clareza sobre garantias e instrumentos usados, conforme últimas tratativas públicas. Os termos estão em negociação e ainda não há assinatura.

Contexto da fraude e impactos para o BRB

Entre 2024 e 2025, operações entre BRB e Master somaram 30 bilhões de reais, com ativos de 21,9 bilhões permanecendo no BRB. A Polícia Federal identificou que o BRB realizou compras de carteiras podres do Master, gerando rombos que chegaram a 8,8 bilhões.

Pessoas ligadas ao Master teriam chegado a possuir 23,5% do BRB, segundo declarações do presidente do BRB. Os valores bloqueados envolvem defensores do Master e o próprio BRB busca ressarcimento. O ex-presidente do BRB foi alvo de prisão relacionada a propina envolvendo imóveis.

O BRB informa que continuará buscando responsabilizar os gestores envolvidos, inclusive por meio de ações judiciais. A transparência sobre o balanço de 2025 é citada pelo presidente como principal ponto de interesse público, diante da necessidade de assegurar liquidez.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais