- A análise de trinta grandes IPOs de tecnologia dos últimos quinze anos mostrou queda média de até cinquenta e cinco por cento no primeiro ano de negociação.
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- SpaceX busca levantar setenta e cinco bilhões de dólares, Anthropic foi avaliada em novecentos e cinquenta e seis bilhões e OpenAI em oitocentos e cinquenta e dois bilhões, resultando em valores de mercado superiores a um trilhão de dólares para as três.
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- A tendência histórica de desvalorizações rápidas pode não se aplicar a esses IPOs gigantescos, que já são vistos como com potencial de impacto sistêmico.
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- Especialistas alertam para o risco de pressão vendedora após períodos de restrição de venda e para a possibilidade de ganhos significativos no longo prazo mesmo que o primeiro ano seja volátil.
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- Hoje, apenas onze empresas do S&P 500 têm valor de mercado acima de um trilhão de dólares, um patamar que as próximas estreias bilionárias podem alcançar ou se aproximar.
A análise de 30 grandes IPOs de tecnologia nos últimos 15 anos aponta que, em média, as ações caem até 55% no primeiro ano de negociação. No entanto, SpaceX, Anthropic e OpenAI podem romper esse padrão pela escala e importância sistêmica de seus projetos.
As futuras estreias, com valores de mercado previstos acima de US$ 1 trilhão, colocam investidores diante de uma incerteza adicional: o momento ideal para entrar no ativo e o impacto de eventuais bloqueios de venda por períodos restritivos.
O contexto atual destaca o interesse crescente de varejo e gestores na classe de ativos. Executivos e analistas observam que esses IPOs gigantescos podem influenciar índices e fluxos de captação, elevando a atenção sobre o tema.
A SpaceX busca levantar US$ 75 bilhões, visando uma avaliação de cerca de US$ 1,8 trilhão. A Anthropic passou por rodadas privadas que a colocaram em US$ 965 bilhões, enquanto a OpenAI vale cerca de US$ 852 bilhões nessas captações.
Coordenando os desdobramentos, as três ofertas devem ultrapassar ou se aproximar de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Atualmente, apenas 11 empresas do S&P 500 superam esse patamar.
Pesquisadores ressaltam que, apesar do entusiasmo, o histórico de queda no primeiro ano não pode ser ignorado. O timing de aquisição após o IPO pode ser crucial para o desempenho de longo prazo.
Segundo especialistas, o ciclo de grandes IPOs lembra a era das dot-com, com rápidas entradas no mercado e subsequentes correções após a liberação de ações de insiders e venture capital. A pressão vendedora pode se intensificar quando esses bloqueios terminarem.
“Antes disso, porém, pode haver um esforço de valorização acelerada”, comenta Max Gokhman, da Franklin Templeton, destacando o risco de volatilidade. Investidores devem equilibrar potencial de ganhos com gestão de risco.
Desempenho de referência no primeiro ano
Meta, histórica como Facebook, registrou início difícil em 2012, com o preço inicial próximo de US$ 42 e queda no ano seguinte. Mesmo assim, as ações acumulam ganho expressivo a longo prazo, superando 1.400%.
Tesla, debutando em 2010, viveu volatilidade intensa nos meses seguintes, mas encerrou o primeiro ano acima de 18% e consolidou ganhos históricos superiores a 25.000% desde o IPO.
CoreWeave, operadora de nuvem digital, mostrou oscilações no primeiro ano após o IPO de março de 2025. A ação chegou a abrir abaixo do preço e terminou o pregão inicial em equilíbrio, com trajetória marcada por altas aceleradas e recuos subsequentes.
A cotação da CoreWeave atingiu recorde em 2025, mas ficou 44% aquém de sua máxima histórica ao longo do ano seguinte, evidenciando a volatilidade típica de estreias de alto porte.
Fontes consultadas indicam que o cenário atual de IA atrai fluxos de capital, impulsionando receitas e valores de ações em setores correlatos, além de apontar riscos de dependência de ciclos de demanda tecnológica.
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