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Wall Street deve adotar blockchain até 2030, diz CEO da Brickken

Executivo prevê que Wall Street ficará on‑chain até 2030, com tokenização e IA, sob regulação que redefine a infraestrutura financeira; Europa pode ficar para trás

ilustração logo do Bitcoin à frente de edifícios de Wall Street -tema criptomoedas
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  • Edwin Mata, CEO da Brickken, afirma que Wall Street ficará totalmente baseada em blockchain até 2030, com tokenização, IA e regulação redesenhando a infraestrutura financeira.
  • Grandes gestores, bancos e plataformas já testam ou lançam ativos tokenizados (títulos, fundos, crédito privado, ações e outros ativos reais), chamados de RWA.
  • Como exemplo, o fundo tokenizado BUIDL da BlackRock ajudou a acelerar a percepção institucional de que tokenizar ativos pode reduzir custos e aumentar a eficiência.
  • A Bullish anunciou a aquisição da Equiniti por US$ 4,2 bilhões, visando registrar on‑chain a propriedade de ações e outros valores mobiliários.
  • A visão de Mata inclui IA na tokenização, com a Brickken já movimentando cerca de US$ 500 milhões em ativos e buscando automatizar processos; ele critica a MiCA na Europa e aponta os Estados Unidos como liderança provável na inovação cripto.

A Wall Street deve estar completamente baseada em blockchain até 2030, segundo o CEO da Brickken. Edwin Mata afirma que a tokenização, a IA e a regulação vão redefinir a infraestrutura financeira, integrando bancos e mercados de ativos reais às redes blockchain. A previsão é de longo prazo e busca reduzir custos e acelerar operações.

Segundo Mata, o conceito de Web3 tende a desaparecer à medida que grandes instituições adotem blockchain para liquidação, pagamentos e registro de ativos. A fusão entre Wall Street e tecnologia não será tratada como tendência isolada, mas como parte da infraestrutura financeira.

A movimentação já ocorre globalmente, com gestores, bancos e plataformas explorando ativos tokenizados chamados de RWA. Títulos públicos, fundos e créditos privados já ganham registro e negociação em blockchain para maior eficiência e liquidez.

Entre os exemplos citados, a tokenização de ativos ganhou destaque com o fundo BUIDL da BlackRock, que impulsionou a percepção institucional sobre aplicações além de projetos-piloto. A ideia é reduzir custos operacionais e acelerar processos de liquidação.

Outro sinal foi a aquisição da Equiniti pela Bullish, por US$ 4,2 bilhões. A Equiniti atua no registro de ações e valores mobiliários, área-chave da infraestrutura de mercado. A transação aponta para emissão e registro onchain desde o começo, ao invés de depender apenas de soluções digitais intermediárias.

Tokenização com inteligência artificial

A Brickken afirma já ter trazido cerca de US$ 500 milhões em ativos do mundo real para blockchain e atende aproximadamente 200 clientes. A empresa de Barcelona planeja integrar agentes de IA para automatizar a tokenização, desde a entrada de ativos até a busca por liquidez.

Mata prevê que dashboards tradicionais serão substituídos por comandos em linguagem natural, com IA gerenciando a execução nos bastidores. A tomada de decisão passaria a ficar a cargo de sistemas de IA, não da equipe humana.

Investidores ou empresas poderão solicitar a um agente digital que identifique oportunidades, estruture ativos, busque liquidez e realize operações com menor dependência de múltiplas plataformas e intermediários.

Essa combinação entre tokenização e IA reforça a ideia de infraestrutura financeira mais automatizada e programável. A blockchain passaria a funcionar como camada operacional para softwares e agentes inteligentes.

Regulação na Europa e cenários globais

Mata critica o regime regulatório europeu, especialmente a MiCA, afirmando que as regras criam entraves para startups e favoreceriam grandes instituições. Segundo ele, licenças demoradas podem inviabilizar projetos de menor escala.

O executivo aponta risco de startups migrarem para jurisdições mais favoráveis, como Emirados Árabes e alguns países do Sudeste Asiático, acelerando o atraso europeu caso a tokenização se consolide como base da infraestrutura financeira.

Charles Guillemet, CTO da Ledger, concorda ao indicar que a regulação europeia pode privilegiar instituições tradicionais frente a startups de cripto. Mata acredita que os EUA manterão posição de liderança, mesmo com disputas regulatórias, por abrigar o maior mercado de capitais.

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