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Acordo de US$38 bi entre Visa e Mastercard é aprovado por juiz nos EUA

Justiça dos EUA aprova acordo revisado de 38 bilhões entre Visa e Mastercard, com queda de taxas de intercâmbio por cinco a oito anos

Cartões de crédito Visa e Mastercard são vistos nesta ilustração tirada em 3 de fevereiro de 2026 REUTERS/Dado Ruvic
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  • Um juiz dos EUA aprovou preliminarmente o acordo revisado de US$ 38 bilhões entre Visa, Mastercard e comerciantes, encerrando litígio iniciado em 2005.
  • A decisão, de o juiz federal Brian Cogan, vale para mais de 12 milhões de comerciantes e tende a levar à aprovação final.
  • O acordo prevê redução das taxas de intercâmbio em 0,1 ponto percentual por cinco anos e teto de 1,25% para taxas cobradas aos consumidores por oito anos.
  • Com mudanças, os comerciantes poderão escolher categorias de cartões (comerciais, cartões de consumo premium e consumo padrão) e deixar de seguir a regra de “Honor All Cards”.
  • Grupos como a National Retail Federation e a National Association of Convenience Stores criticaram o acordo, indicando que novas contestações devem ocorrer.

Um juiz dos Estados Unidos aprovou preliminarmente o acordo revisado de US$38 bilhões entre Visa, Mastercard e comerciantes envolvidos em processo iniciado em 2005 por supostas taxas abusivas no processamento de pagamentos com cartões. A decisão foi proferida pelo juiz federal Brian Cogan, no distrito de Brooklyn, Nova York.

O acordo envolve mais de 12 milhões de comerciantes e busca encerrar o litígio, diante de objeções anteriores que levaram a reajustes na proposta. A aprovação preliminar ocorre quase dois anos após a rejeição de uma versão anterior de US$30 bilhões.

As taxas de transação, conhecidas como intercâmbio, somaram US$118,8 bilhões nos EUA em 2025, segundo a Merchants Payments Coalition, com média de 2,36%. O pacto prevê redução de 0,1 ponto percentual por cinco anos e limite máximo de 1,25% por oito anos.

Detalhes do acordo e impactos

Os comerciantes teriam opção de aceitar cartões em categorias distintas, incluindo cartões comerciais e de consumo premium, além de obter mais flexibilidade para cobrar sobretaxas. A medida praticamente elimina a regra de “Honor All Cards”.

O acordo mantém espaço para que as partes optem por rejeitar emissores ou cartões específicos, em potencial, mas não obriga mudanças imediatas em todos os emissores. A proposta também altera regras sobre aceitação de cartões.

Críticos afirmam que o mercado de cartões continua deficitário e que o acordo não resolve questões estruturais. Entidades como a Federação Nacional do Varejo e a NACS indicaram novas contestações, mesmo com a aprovação preliminar.

Entre os opositores estavam o Walmart e a Merchants Payments Coalition, que não se pronunciaram imediatamente após a decisão. O juiz ressaltou que o objetivo é chegar a uma recuperação viável diante do risco de julgamento.

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