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Dólar cai para R$ 5,17 e Bolsa recua com inflação nos EUA e petróleo alto

Dólar fecha em R$ 5,172; Ibovespa cai com inflação nos EUA acima da meta e petróleo mais caro, alimentando dúvidas sobre próximos movimentos de juros

Mercado financeiro busca nos indicadores de inflação as pistas sobre a trajetória dos juros nos EUA
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  • O dólar comercial fechou em R$ 5,172, queda de 0,10%, e a Bolsa brasileira recuou pela segunda sessão seguida.
  • O Ibovespa caiu 0,68%, aos 168.658 pontos, com investidores de olho em a trajetória de juros nos EUA e no Brasil.
  • O petróleo fechou em alta: Brent a US$ 93,10 o barril e WTI a US$ 90,03, contribuindo para a volatilidade externa.
  • Os US$ e o mercado externo refletem o ritmo de inflação nos EUA e a expectativa de decisão de juros pelo Fed, além de incertezas geopolíticas.
  • No Brasil, a saída de recursos estrangeiros da B3 em maio atingiu R$ 14,9 bilhões, menor fluxo desde janeiro de 2022, pressionando o câmbio e as ações.

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira (10), cotado a 5,172 reais, enquanto a Bolsa de Valores recuou novamente. A proximidade das decisões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos, previstas para a próxima semana, ampliou a busca por sinais sobre a trajetória dos juros em ambos os países. A alta do petróleo no exterior aumenta a incerteza no cenário.

O Ibovespa caiu 0,68%, aos 168.658 pontos, mantendo a tendência negativa. O sentido externo dos fluxos de capitais segue pressionando o mercado brasileiro, com aportes estrangeiros ainda baixos e impactando a liquidez de ações locais. Dados de maio apontam saídas significativas de recursos do país.

No front externo, o petróleo fechou com ganhos: Brent, com vencimento em agosto, ficou em US$ 93,10 o barril (+1,8%), e o WTI, para julho, encerrou a US$ 90,03 (+2,07%). A variação dos preços do petróleo ajuda a manter a pressão sobre o câmbio e as expectativas de política monetária.

Inflação e política monetária nos EUA

O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,5% em maio frente abril, segundo o Departamento do Trabalho, com alta de 4,2% na comparação anual. A inflação acima da meta de 2% reforça a visão de manutenção de juros elevados por mais tempo nos EUA, o que influencia o ambiente global.

Washington e o Irã também protagonizaram novos confrontos militares, com ataques a sistemas de defesa iranianos e repostas em território árabe. As hostilidades elevam a percepção de risco geopolítico e podem persistir como fator de volatilidade nos mercados.

Cenário no Brasil e perspectivas para o Copom

A cena doméstica continua condicionada pelo desempenho externo e pela dinâmica fiscal. O Copom (Banco Central) reúne-se nos dias 16 e 17 de junho para decidir a Selic, atualmente em 14,50% ao ano. A percepção de queda da taxa disparou no início do ambiente, mas recuou, com o mercado oscillando entre cortes e manutenção.

Especialistas destacam que juros elevados nos EUA reduzem o espaço para cortes no Brasil, já que mantêm o custo de capital global elevado e elevam o diferencial de juros que atrai recursos para o exterior. O fluxo externo ainda responde por cerca de 60% das negociações na B3, influenciando o caminho da recuperação local.

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