- Em 2022, o 1% mais rico foi responsável por 41% das emissões associadas à propriedade de ativos e por cerca de 16,5% das emissões por consumo.
- Greenpeace diz que super-ricos causam dano climático desproporcional, alimentado por ativos e investimentos poluentes e por estilos de vida de alto carbono.
- Os danos estimados pelos investimentos do 0,01% mais rico somaram 992 bilhões de dólares; o consumo desse grupo gerou 405 bilhões de dólares em impactos.
- Estudos anteriores já mostraram correlação entre concentração de riqueza e impacto climático, como a conclusão da Oxfam de que 0,1% pode poluir mais que 50% da população mais pobre.
- O Greenpeace sugere taxar os danos climáticos das emissões associadas à propriedade de ativos dos 0,01% mais ricos para financiar necessidades de países em desenvolvimento, estimadas em pelo menos 1 trilhão de dólares por ano.
O Greenpeace divulgou um relatório que aponta que o 1% mais rico do mundo é responsável por uma parte desproporcional das emissões associadas à propriedade de ativos, como empresas e investimentos. O estudo foi publicado nesta semana e analisa impactos climáticos ligados à riqueza extrema.
Segundo o documento, em 2022 esse grupo gerou 41% das emissões ligadas à posse de ativos, e cerca de 16,5% das emissões por consumo. A pesquisa reforça que custos da mudança climática também recaem sobre financiamentos públicos e na distribuição de danos.
Para o Greenpeace, financiar a transição climática passa por tributar danos causados pela propriedade de ativos dos ultra-ricos. O estudo estima que, em 2022, os danos dos investimentos dos 0,01% mais ricos chegaram a 992 bilhões de dólares, enquanto o consumo deles provocou 405 bilhões de dólares em prejuízos.
Desdobramentos e contexto
Pesquisas anteriores já mostraram relação entre riqueza concentrada e impacto ambiental. A Oxfam, por exemplo, indicou que o 0,1% mais rico emite mais carbono que os 50% mais pobres em média. Outros estudos associam o aumento do aquecimento global ao acúmulo de renda nas camadas mais altas.
Para manter o limite de 1,5°C, alguns estudos indicam reduções radicais de emissões per capita entre as elites. No âmbito acadêmico, o consenso é de que o financiamento de políticas climáticas precisa considerar os custos e as fontes de financiamento.
O Greenpeace conclui que tributar danos climáticos ligados à propriedade de ativos dos mais ricos poderia ajudar países em desenvolvimento, estimados em pelo menos 1 trilhão de dólares anuais. O relatório enfatiza a necessidade de políticas públicas para acelerar a transição.
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