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Energia elétrica aumenta custos; inflação em BH sobe 0,58% em junho

Inflação em Belo Horizonte acelera no início de junho, com alta de 0,58%, pressionada por energia elétrica e serviços

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  • O IPCA-BH abriu junho em alta de 0,58% na primeira quadrissemana, acima da variação de maio (0,28%).
  • As pressões vêm principalmente de serviços e tarifas administradas, com energia elétrica residencial subindo 3,18%, excursões 4,66% e conserto de automóvel 7,53%.
  • Economistas do IPEAD apontam inflação ainda resistente, mesmo com consumo das famílias e mercado de trabalho aquecidos.
  • Os combustíveis ajudaram a conter a alta: gasolina caiu 3,73% e etanol caiu 11,83% na primeira quadrissemana de junho; maio já havia mostrado quedas expressivas.
  • Em 12 meses, o IPCA-BH ficou em 3,65% até a primeira quadrissemana de junho, estável frente a maio (3,66%), e abaixo da inflação nacional, que fica em patamar próximo de 4,4%.

A inflação em Belo Horizonte acelerou no início de junho, com o IPCA-BH registrando alta de 0,58% na primeira quadrissemana, segundo a Fundação IPEAD. O número é mais que o dobro do desempenho de maio, quando o índice subiu 0,28%.

O aumento reforça a leitura do Boletim de Conjuntura Econômica da IPEAD, ligado à UFMG, que aponta a inflação como um dos principais desafios para 2026. Serviços e tarifas administradas puxaram o índice para cima.

Entre os itens que mais pressionaram o orçamento, destacam-se excursões, com alta de 4,66%, conserto de automóvel, 7,53%, e a tarifa de energia elétrica residencial, 3,18%. A leitura aponta inflação ainda resistente, mesmo com consumo adequeado pela economia.

Há evidência de que a inflação em maio já apresentava elementos similares, com alta de 0,28% impulsionada por excursões, energia elétrica e condomínios residenciais. Serviços e custos domésticos aparecem como fatores relevantes no componente de preço.

No aspecto de combustível, houve alívio na primeira quadrissemana de junho: gasolina caiu 3,73%, etanol recuou 11,83% e o vidro caiu 11,75%. Em maio, quedas mais acentuadas foram observadas, o que ajudou a conter a inflação.

Apesar da aceleração de curto prazo, os índices em 12 meses permaneceram estáveis: IPCA-BH acumula 3,65% até a primeira quadrissemana de junho, praticamente estável frente a maio. Entre famílias de 1 a 5 salários, o IPCR-BH passou de 3,50% para 3,62%.

O quadro de Belo Horizonte acompanha o cenário nacional, com o IPCA em torno de 0,67% em leituras recentes. No acumulado de 12 meses, a inflação de BH fica levemente abaixo do patamar nacional, que está entre 4,39% e 4,6%.

Economistas da IPEAD ressaltam que a economia brasileira segue resiliente, sustentada pelo emprego e pelo consumo, mas com inflação ainda resistente. O custo do crédito elevado aparece como um fator que reduz o ritmo de expansão da atividade.

No plano externo, conflitos geopolíticos, variações de commodities e dúvidas sobre o ritmo de crescimento global influenciam as perspectivas para o Brasil. A alta inicial de junho em BH reforça o desafio de equilibrar crescimento com controle inflacionário.

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