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Fundo Amazônia: aprovações quadruplicam desde 2023; Reino Unido é 2º maior doador

Reino Unido se torna o segundo maior doador do Fundo Amazônia com 80 milhões de libras, impulsionando o ritmo de aprovações, que quadruplicou desde 2023

açai amazonia — Foto: Ritmo anual de aprovação de projeto
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  • O Reino Unido concluiu o desembolso adicional de 40,7 milhões de libras ao Fundo Amazônia, passando a ser o segundo maior doador, atrás da Noruega.
  • Com esse novo aporte, o Reino Unido chega a 80 milhões de libras contribuídas, aproximadamente R$ 500 milhões, e o anúncio ocorreu no Palácio do Planalto durante evento do Dia Mundial do Meio Ambiente.
  • O contrato de doação foi assinado em 2023 na COP28; o primeiro desembolso ocorreu em novembro de 2024, e houve contribuição adicional de 35 milhões de libras em 2023.
  • O ritmo de aprovações quadruplicou desde a retomada da governança do fundo em 2023, com média anual de cerca de R$ 1,3 bilhão e 15 projetos aprovados por ano.
  • O Fundo Amazônia soma, até hoje, R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas.

O Reino Unido concluiu o desembolso de 40,7 milhões de libras ao Fundo Amazônia, elevando o total doado para 80 milhões de libras (aprox. R$ 500 milhões). O segundo pagamento foi anunciado no Planalto, em 10 de outubro, durante evento pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, com a presença do presidente Lula, do ministro Capobianco e de Tereza Campello.

O Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, soma R$ 5,3 bilhões em doações e já aprovou 153 projetos. A iniciativa ganhou impulso com a retomada de sua governança em 2023 e, desde então, registrou ritmo de aprovações quatro vezes maior. A nova contribuição amplia a base de doadores internacionais, que já inclui Reino Unido, Noruega, Alemanha, Suíça, Dinamarca, UE, EUA, Irlanda e Japão.

Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, a entrada britânica evidencia confiança internacional na governança brasileira e no combate ao desmatamento. Segundo ele, o Fundo Amazônia voltou a funcionar com maior velocidade e se consolidou como instrumento de pagamento por redução de desmatamento.

Aporte britânico e evolução do Fundo

O contrato de doação do Reino Unido foi assinado em 2023, na COP28, em Dubai. O primeiro desembolso ocorreu em novembro de 2024, somando 39,26 milhões de libras. Além disso, em 2023 o Reino Unido já havia anunciado mais 35 milhões de libras.

A divulgação do balanço de 18 anos do Fundo ocorreu durante a 36ª Reunião do COFA, em Brasília. Entre 2023 e 2026, o período representa 57% das aprovações e contratações históricas do Fundo Amazônia.

O fundo contabiliza 5,3 bilhões de reais em doações, com impactos em mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil beneficiários. Os desembolsos médios entre 2023 e 2025 chegaram a 224 milhões de reais por ano.

Onde os recursos são aplicados

Na restauração florestal, o programa Restaura Amazônia destinou 450 milhões de reais para 12 chamadas públicas, com 45 projetos aprovados. Em atividades produtivas sustentáveis, são 1,1 bilhão de reais para agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Para prevenção de queimadas, o Fundo destinou 521 milhões de reais, abrangendo 14 estados e três biomas. Em fiscalização e monitoramento, o Ibama recebeu 826 milhões para ampliar detecção de infrações com drones e tecnologia, somando ainda 319 milhões para o AMAS.

A agenda indígena recebeu 386 milhões, com 13 projetos apoiando 167 Terras Indígenas. O programa Naturezas Quilombolas destinou 33 milhões de reais não reembolsáveis a 40 territórios da Amazônia.

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