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Governo Lula planeja barrar derrotas fiscais no STF

Governo recorre ao STF para frear pautas-bomba que elevam gasto público e endividamento, com impacto estimado de até R$ 140 bilhões em uma década

Derrotado no Senado, governo Lula busca no STF uma saída para barrar pautas que ameaçam contas do Executivo (Foto: Ilustração Gazeta do Povo - com DALL-e)
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  • O governo Lula recorreu ao STF para frear pautas-bomba no Congresso que afetam as contas públicas.
  • Pautas-bomba são leis que criam gastos obrigatórios ou reduzem impostos sem indicar fonte de custeio, o que pode aumentar a dívida e pressionar juros.
  • Entre as derrotas no Senado estão o Desenrola Rural (impacto de até R$ 140 bilhões), piso salarial para médicos e dentistas e aposentadoria especial para agentes de saúde.
  • A estratégia é judicializar leis aprovadas sem custeio claro, com base em sinais de ministros, como Gilmar Mendes, sobre necessidade de prever como pagar novas despesas.
  • O impacto fiscal imediato é visto no Desenrola Rural (até R$ 140 bilhões em uma década); outros riscos incluem a ampliação do teto do Simples Nacional (estimado em R$ 50 bilhões) e benefícios tributários para entidades religiosas, que podem afetar o IVA da reforma tributária.

O governo Lula recorreu ao STF nesta semana para tentar frear a aprovação de pautas no Congresso que podem impactar as contas públicas. A ação busca impedir avanços de propostas que elevam gastos obrigatórios ou reduzem receitas sem indicar fonte de custeio. A expectativa é evitar efeitos na dívida e na política de juros.

Pautas-bomba são projetos que criam despesas sem indicar como serão custeadas ou que reduzem tributos sem compensação. A Fazenda teme que esses diplomas desequilibrem as contas públicas e comprometam a governabilidade, elevando a dívida e pressionando juros. A defesa é de que há necessidade de responsabilidade fiscal.

Principais derrotas no Senado e impactos

Entre as derrotas mais relevantes estão a aprovação do Desenrola Rural, que renegocia dívidas de produtores no valor estimado de 140 bilhões de reais, a criação de piso salarial para médicos e dentistas, além da concessão de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde. Juntas, as propostas tendem a ampliar o gasto público nos próximos anos.

A estratégia do governo envolve judicializar leis aprovadas pelo Congresso que não indiquem fonte de custeio. Ministros como Gilmar Mendes já sinalizaram a necessidade de detalhar como as despesas serão pagas, caso o texto seja mantido. A proximidade de votações aumenta o interesse da gestão pelo tema.

Impacto financeiro e projetos sob observação

O maior receio fiscal envolve a renegociação das dívidas rurais, cuja estimativa de impacto é de até 140 bilhões de reais em uma década. O projeto permite que produtores afetados por eventos climáticos ou choques econômicos refinanciem débitos com juros menores e prazos mais longos.

Além disso, a Fazenda monitora a ampliação do teto do Simples Nacional, que pode custar cerca de 50 bilhões de reais, e benefícios tributários a entidades religiosas. Segundo o governo, essas medidas podem elevar a alíquota do substituto do IVA previsto na reforma tributária para compensar perdas.

Conteúdo baseado em informações da equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Leia a reportagem completa para aprofundar o tema.

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