- Universidades americanas aguardam o IPO da SpaceX, com endowments investidos há décadas e que devem gerar ganhos bilionários.
- A University of Washington in St. Louis investiu US$ 50 milhões em 2018, com retorno de cerca de 2.500%; participação atual supera 15% do fundo de US$ 13,4 bilhões, e seguirá vendendo após o IPO para reduzir risco.
- A SpaceX passou de valuation de US$ 25 bilhões em 2018 para alvo de US$ 1,7 trilhão hoje.
- Stanford e University of North Carolina participaram do investimento inicial no Funders Fund de Peter Thiel em 2008; Stanford tem participação considerável, mas abaixo de 10% do fundo de US$ 47,7 bilhões, e UNC cerca de 10% de um fundo de US$ 15 bilhões.
- Vanderbilt University investiu na SpaceX há mais de uma década, com posição de cerca de US$ 170 milhões; University of Virginia investiu entre 2020 e 2021, quando a empresa valia em torno de US$ 90 bilhões. Também houve aporte da University of Michigan na OpenAI, initial US$ 20 milhões.
As universidades americanas acompanham de perto o eventual IPO da SpaceX, considerando retornos que podem chegar a bilhões de dólares. O tema ganhou destaque após o Wall Street Journal destacar o peso dos endowments na empresa de Elon Musk.
Os endowments são fundos patrimoniais usados para manter operações, cobrir salários e obras, com regras de investimento conservadoras. A valorização explosiva da SpaceX elevou o desempenho das participações, mesmo para instituições com limites de risco.
Entre as instituições, WashU tem participação de até 15% do patrimônio de seus fundos, segundo o WSJ. A universidade investiu US$ 50 milhões em 2018, com retorno de cerca de 2.5 mil por cento até agora. Parte da posição já foi feita no mercado secundário.
Stanford e UNC participam desde o início do Funders Fund de Peter Thiel, em 2008. Stanford mantém uma participação considerável, mas abaixo de 10% do fundo de US$ 47,7 bilhões, com exposição via grandes casas de capitalização. UNC tem aproximadamente 10%.
Outras universidades aparecem entre os investidores: Vanderbilt, com posição ao redor de US$ 170 milhões após mais de uma década, e a University of Virginia, que entrou entre 2020 e 2021, quando o valuation ficava próximo de US$ 90 bilhões. O objetivo é proteger e diversificar o portfólio após o IPO.
Instituições de menor porte também investiram pesado. A WashU, por exemplo, ainda detém mais de 15% do fundo de US$ 13,4 bilhões e pretende vendendo parte após o IPO para reduzir o risco. A expectativa é de que o IPO traga liquidez significativa.
A reunião de investimentos também inclui outras gestoras, com o objetivo de acompanhar o crescimento de space tech e IA. A Bloomberg mostrou que a University of Michigan investiu US$ 20 milhões na OpenAI, quando a empresa ainda era promissora em 2017. A OpenAI atingiu US$ 2 bilhões de valuation em 2023.
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