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Desafios que aguardam o vencedor da eleição presidencial de 2026

FMI afirma que ajuste fiscal é inevitável a partir de 2027, independente do resultado eleitoral, para reorganizar as contas e reduzir a dívida, sem abandonar gastos sociais

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  • FMI afirma que o governo que assumir em 2027 enfrentará ajuste fiscal mais duro para reorganizar as contas e conter a dívida, independentemente do resultado das eleições de 2026.
  • Roncaglia diz que é comum pressão de gastos em ano eleitoral, mas o uso do equilíbrio fiscal precisa ocorrer no mandato seguinte.
  • O FMI destaca que o governo atual busca manter credibilidade do arcabouço fiscal e proteger gastos sociais, mas a reorganização ficará a cargo da próxima gestão.
  • Possíveis caminhos incluem flexibilização de despesas obrigatórias, redução gradual de desonerações e ajustes nas emendas parlamentares, com cooperação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
  • O ajuste no primeiro ano do próximo governo é visto como decisivo para colocar a dívida em trajetória de queda no médio prazo, sem abandonar a proteção social.

O governo que assume o Palácio do Planalto em 2027 deverá enfrentar um ajuste fiscal mais duro para reorganizar as contas públicas e conter a trajetória da dívida brasileira. A estimativa é do diretor-executivo do FMI para o Brasil, André Roncaglia, em entrevista ao VEJA em Foco.

Segundo ele, é comum haver aumento de pressão por gastos em anos eleitorais, mas o fundo acompanha com atenção como será retomado o equilíbrio fiscal no mandato seguinte. O FMI elogia a tentativa de manter a credibilidade do arcabouço fiscal e de não deixar gastos sociais desprotegidos.

Roncaglia enfatiza que não há espaço para adiar medidas estruturais a partir de 2027, independentemente de quem vencer as urnas. O caminho proposto envolve negociação entre os poderes e ajustes que não comprometam despesas obrigatórias ou ações de política social.

Entre os caminhos mencionados pelo FMI estão a flexibilização de despesas obrigatórias, a redução gradual de desonerações tributárias e uma abordagem equilibrada para as emendas parlamentares. O objetivo é reorganizar as contas sem comprometer o atendimento a programas sociais.

O economista ressalta que o desafio é construir um consenso político sobre mudanças estruturais no Orçamento, envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário. O foco é manter responsabilidade fiscal ao atender demandas da sociedade.

Para Roncaglia, os ajustes no primeiro ano do próximo governo serão decisivos para colocar a dívida pública em trajetória descendente no médio prazo. O objetivo é reduzir o peso da dívida de forma sustentável.

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