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Expectativa de acordo EUA e Irã derruba preços do petróleo

Mercados recuam preços do petróleo com a possibilidade de acordo entre Estados Unidos e Irã, apesar de incertezas sobre a assinatura

Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, Omã, em 11 de junho de 2026.
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  • Teerã afirmou que ainda não decidiu se vai assinar um acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio, apesar de Trump dizer que um entendimento pode ser concluído nos próximos dias, com assinatura possivelmente neste fim de semana.
  • O presidente americano afirmou que o acordo incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e mecanismos para questões de segurança e do programa nuclear iraniano; o anúncio indicou que o vice‑presidente JD Vance poderia assinar em nome dos EUA.
  • O anúncio gerou reação nos mercados: o petróleo caiu mais de quatro por cento, com o Brent próximo de US$ 86 o barril e o WTI cerca de US$ 84; as bolsas europeias subiram.
  • O rascunho do acordo, segundo a agência Mehr, prevê suspensão das sanções americanas, fim do bloqueio a portos iranianos, retirada de forças dos EUA da região e reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz, além de cessar hostilidades.
  • Há divergências sobre o futuro de Ormuz: Teerã não confirmou abrir mão do controle ou de mudanças militares na região; o Irã condiciona o acordo ao fim dos confrontos na região, especialmente no Líbano.

Teerã ainda não decidiu se assinará um acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio, informou nesta sexta-feira (12) o governo iraniano. O anúncio ocorreu pouco após Trump sinalizar que um entendimento poderia estar concluído em dias, com assinatura possivelmente neste fim de semana. A promessa envolve a reabertura do Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial, além de mecanismos para segurança e o programa nuclear iraniano.

O porta-voz iraniano Esmaeil Baqaei disse que o texto ainda não é definitivo. Segundo a agência Mehr, o rascunho prevê suspensão de sanções, fim de bloqueios a portos iranianos, retirada de forças militares dos EUA na região e retorno do tráfego no Estreito de Ormuz. Tepor de acordo também envolve negociações sobre sanções e outras pendências.

Recebido com cautela, o otimismo de Washington provocou queda nos preços do petróleo e alta nas bolsas. Nesta sexta, o Brent caiu para cerca de US$ 86 o barril, e o WTI ficou próximo de US$ 84. Analistas destacam que a normalização do fluxo não ocorre de imediato.

Panorama das negociações

Trump afirmou que o Estreito de Ormuz seria reaberto imediatamente após a assinatura. A agência iraniana Irna, porém, afirmou que Teerã não abrirá mão do controle da passagem nem mudará sua posição militar na região. As divergências sinalizam que o acordo definitivo ainda depende de tratativas.

Em paralelo, o presidente americano indicou que o vice-presidente JD Vance poderia assinar o documento em nome dos EUA. A Casa Branca reforçou que o entendimento envolveria cooperação para reduzir riscos de abastecimento global.

Apesar do otimismo, autoridades iranianas repetiram que as negociações estão em andamento e não confirmaram um acordo definitivo. Fonte próxima às negociações afirmou que as partes ainda discutem o texto final e as condições de implementação.

Impactos e próximos passos

Analistas lembram que, mesmo com acordo, a normalização do fornecimento de petróleo exige segurança na navegação e recuperação de infraestrutura afetada pelos confrontos. Espera-se que autoridades de ambos os países mantenham o diálogo para avançar nas cláusulas pendentes.

Caso haja assinatura, a expectativa é de redução dos riscos de uma crise energética global. O mercado monitora ainda a evolução das negociações e eventuais desdobramentos políticos que possam influenciar o fluxo de petróleo pela região.

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