- A possibilidade de fim da escala 6×1 pode elevar custos operacionais e aumentar a necessidade de contratar trabalhadores no campo, especialmente na colheita.
- Em fazendas de frutas, parte das operações ocorre de madrugada para evitar o calor, como na colheita de uvas e cocos no Nordeste e no Sudeste.
- A estimativa é de que, para manter o mesmo ritmo de produção, o quadro de funcionários no campo precisaria crescer cerca de 5%.
- A escassez de mão de obra rural já é um desafio, levando produtores a buscar mecanização e automação onde possível.
- A mudança acompanha medidas para formalização do trabalho safrista, com efeito gradual e dependente de campanhas de orientação aos trabalhadores rurais.
A possível extinção da escala 6×1 no Brasil já provoca sinalizações de impacto em setores que demandam muita mão de obra, como a fruticultura. A mudança pode elevar custos operacionais e aumentar a necessidade de contratação de trabalhadores no campo, especialmente na colheita.
Em fazendas de frutas, parte das atividades ocorre durante a madrugada para reduzir o calor sobre os frutos. Nas regiões produtoras do Nordeste e do Sudeste, a colheita de uvas e cocos costuma ocorrer nesse horário para preservar a qualidade.
Segundo Sidney Tavares, diretor da Timbaúba, o fim da escala 6×1 impactaria principalmente as operações de campo. A estimativa é de que seja necessário ampliar o quadro de funcionários em cerca de 5% para manter o mesmo ritmo de produção.
Ele explica que o setor industrial já trabalha com o regime 12×36, o que reduz o efeito da mudança, mas as atividades no campo exigiriam mais contratações. A dificuldade de encontrar mão de obra disponível também preocupa.
A escassez de trabalhadores rurais tem levado empresas do agronegócio a buscar alternativas como mecanização e automação de processos. Quando a mão de obra não se encontra, o caminho sugerido é acelerar a adoção de tecnologia.
Entre as culturas, a colheita mecanizada da uva já apresenta avanços, mas o coco depende fortemente do trabalho manual. Hoje a demanda por trabalhadores para a colheita do coco ainda é elevada.
Paralelamente, há mudanças recentes voltadas à formalização do trabalho temporário no campo. Produtores avaliam que campanhas de orientação podem ampliar a oferta de mão de obra formal nos próximos anos, de forma gradual.
O setor acompanha, ainda, dificuldades de contratação em várias cadeias agropecuárias, sobretudo em atividades sazonais de alta demanda física. As avaliações destacam a importância de soluções viáveis para sustentar a produção.
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