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Inflação desacelera para 0,58% em maio, apesar de alta de alimentos

IPCA avança 0,58% em maio, desacelera ante abril, ainda acima da meta; alta em alimentação sustenta pressão sobre a Selic

Em maio, a maior variação veio do grupo de alimentação e bebidas, que subiu 1,33% (Reinaldo Canato/VEJA.com)
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  • IPCA subiu 0,58% em maio, ainda acima do teto da meta do Banco Central, o que sustenta a elevação da Selic.
  • O resultado desacelerou ante abril, quando houve alta de 0,67%, e ficou levemente acima da projeção do mercado (0,55%).
  • A maior contribuição veio de alimentação e bebidas, com alta de 1,33%, puxada por batata-inglesa, tomate, cebola e carnes.
  • Habitação avançou 1,22% e saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,90%, com energia elétrica residencial subindo 3,67% e itens de higiene em destaque.
  • Em 12 meses, IPCA acumula 4,72%, e no ano fechado maio já soma 3,20%; em maio de 2025 a variação foi de 0,26%.

A inflação brasileira desacelerou em maio, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira. O índice subiu 0,58% frente a abril, mantendo-se acima da meta, o que ajuda a explicar a taxa Selic elevada. Em abril, o avanço foi de 0,67%.

Entre os grupos, a alimentação puxou a alta, com avanço de 1,33%. Dentro disso, a alimentação no domicílio subiu 1,65%, impulsionada pela batata-inglesa, tomate, cebola e carnes. Café moído caiu 2,38% e as frutas recuaram 0,70%.

O segundo maior peso veio do grupo habitação, com alta de 1,22%. A energia elétrica residencial subiu 3,67%, contribuindo para o leve repique do teto da despesa familiar. O setor de saúde teve alta de 0,90%, com destaque para higiene pessoal.

No acumulado do ano, o IPCA acumula 3,20%. Em 12 meses, a inflação está em 4,72%, acima do teto da meta. Em maio de 2025, o índice havia sido de 0,26%. O indicador abrange dez regiões metropolitanas e mais seis cidades, com famílias de renda entre 1 e 40 salários mínimos.

Principais impactos e leitura

OIPCA permanece acima da meta de inflação anual, o que sustenta a decisão de manter juros elevados. Tomadores de crédito e poupadores devem acompanhar novas sinalizações do Banco Central sobre o regime de metas. A divulgação reforça a necessidade de monitorar itens de alimentação.

Composição setorial e variações

A alta de 0,58% em maio foi influenciada pela alimentação, habitação e saúde. Se desacelera o ritmo em religações pontuais, poderá favorecer cenários de ajuste gradual da política monetária, conforme próximos indicadores e projeções do BC.

Dados oficiais ressaltam que o IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, envolvendo 10 regiões metropolitanas, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília, com abrangência de famílias de renda de 1 a 40 salários mínimos.

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