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Influenciadores na Copa: das apostas ao alerta do governo americano

Alerta dos EUA aponta que vir à Copa para criar conteúdo é trabalho com visto; economia global dos criadores chega a 191,55 bilhões de dólares

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  • Empresas e emissoras passaram a contratar criadores de conteúdo para a copa, como a brasileira Camila Loures (19,3 milhões de seguidores) que divulgou casas de apostas ligadas à “lógica do tigrinho”.
  • Virgínia Fonseca foi anunciada como repórter do Domingão com Huck, o que gerou reação negativa; o criador Felipe Neto disse que será o primeiro mundial sem audiência dele.
  • A Rede Globo contratou vinte e seis influenciadores, incluindo um cozinheiro, uma ilustradora e humoristas.
  • Diogo Defante ganhou destaque ao retorno à Copa do Catar em 2022 por exageros e, nesta edição, atua como repórter da Cazé TV durante a partida entre Coreia do Sul e Tchéquia.
  • O governo dos Estados Unidos emitiu alerta sobre viajar ao país apenas para criar conteúdo; a economia de criadores é estimada em 191,55 bilhões de dólares e a Coca‑Cola enviou cerca de 10 mil criadores para as Olimpíadas de 2024.

A Copa do Mundo tem atraído marcas, emissoras e criadores de conteúdo para ampliar alcance e receita. Empresas contratam influenciadores para ações durante o torneio, aumentando a presença de criadores em eventos e transmissões. O cenário envolve contratos com diversos perfis, de cozinheiros a humoristas.

Entre os nomes em evidência, a brasileira Camila Loures, com 19,3 milhões de seguidores no Instagram, anunciou sua ida à Copa e revelou associações com casas de apostas e conteúdos que lembram a lógica de incentivo rápido. A anúncios geram debates sobre o tema.

Outro caso ganhou repercussão com Virgínia Fonseca, recentemente anunciada como repórter do Domingão com Huck, da TV Globo. A ideia gerou reação variada entre o público, enquanto Felipe Neto afirmou que este será o primeiro Mundial sem sua audiência fixa, segundo fontes da imprensa.

Aliança entre marcas e criadores

A emissora também contratou 26 influenciadores, incluindo um cozinheiro, uma ilustradora e diversos humoristas, ampliando a cobertura do evento. A estratégia busca ampliar alcance e engajamento nas plataformas digitais durante a Copa.

Diogo Defante, por sua vez, fez o caminho oposto ao discurso predominante. Em 2022, ganhou notoriedade por excessos durante a Copa do Catar, mas durante a transmissão pela Cazé TV manteve tom mais contido como repórter.

Alerta oficial dos EUA

Nos Estados Unidos, autoridades emitiram alerta sobre a atuação de criadores de conteúdo no país durante a Copa. Via assessoria conjunta, a Alfândega e Proteção de Fronteiras e o Departamento de Segurança Interna ressaltaram que vir ao país com o objetivo de criar conteúdo remunerado caracteriza trabalho, exigindo visto adequado.

O texto de referência sobre o tema cita a economia dos criadores como relevante, estimada em 191,55 bilhões de dólares pela Goldman Sachs. O estudo aponta ainda que grandes ações envolvendo criadores ocorreram em eventos globais, como as Olimpíadas de Paris.

Perspectivas econômicas

A cobertura de grandes eventos por criadores tornou-se ativo valioso para marcas. No cenário atual, dados indicam expansão de investimentos em influenciadores e de oportunidades de monetização, com números expressivos no mercado de conteúdo digital.

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