- O ouro subiu 2,54% nesta sexta, com contratos de agosto a US$ 4.218,70 por onça-troy, às 10h20 de Brasília.
- O movimento acompanha a possibilidade anunciada por Donald Trump de um acordo com o Irã nos próximos dias.
- Países discutem um documento com 14 pontos, que prevê, entre outras medidas, a reabertura do Estreito de Ormuz.
- O Irã ainda não confirmou a aprovação do acordo, mantendo alguma incerteza nos mercados.
- Além das negociações, investidores acompanham inflação nos EUA e os próximos passos do Federal Reserve, com a reunião agendada para 16 e 17 de junho sob a gestão de Kevin Warsh.
O preço do ouro opera em alta nesta sexta-feira, com investidores de olho nas negociações entre os EUA e o Irã e na agenda de política monetária nos Estados Unidos. O movimento acompanha declarações de Trump sobre a possibilidade de um acordo em breve e a discussão de um documento com 14 pontos, que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz.
Às 10h20 (Brasília), os contratos futuros para agosto subiam 2,54%, para US$ 4.218,70 por onça-troy. O governo iraniano não confirmou a assinatura de um acordo definitivo, o que mantém certa incerteza nos mercados. O ouro é visto como proteção em cenários de instabilidade geopolítica.
Esse cenário ocorre em meio a dados de inflação nos EUA, que vieram acima do esperado, fortalecendo apostas de juros mais altos por mais tempo. O mercado também acompanha a próxima reunião do Fed, marcada para 16 e 17 de junho, sob a liderança de Kevin Warsh.
Inflação e Fed no radar
Analistas destacam que juros elevados costumam reduzir a atratividade do ouro, que não gera rendimento. A busca por sinais sobre o teto de juros e a direção da política monetária norte-americana orienta operações de investidores.
O cenário de incerteza geopolítica, aliado a expectativas sobre a trajetória de juros, pode sustentar volatilidade no mercado do ouro. A commodity já mostrou oscilações significativas ao longo de 2026, reagindo a notícias globais.
Volatilidade e panorama anual
O ouro acumula quedas de 5,3% frente à cotação da semana passada e 11,1% em relação ao mês anterior. Em 12 meses, porém, a valorização é de 25,9%. Em 29 de janeiro, o ouro teve alta de 95,6% versus o mesmo período do ano anterior.
Analistas permanecem divididos sobre o caminho do metal nos próximos meses. Enquanto alguns apontam espaço para novas altas diante da inflação persistente, outros alertam que juros elevados por longo período limitam ganhos.
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