- Petrobras deve concluir a perfuração do Poço Morpho até 7 de agosto, no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial brasileira, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
- O Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento de 18.440 litros registrado em 4 de janeiro; a estatal informou que o material era biodegradável e que houve parada de um mês até a retomada pela ANP.
- O Poço Morpho é o 1º de 15 que a Petrobras planeja perfurar na região até 2030, em um investimento de R$ 13 bilhões, e a descoberta de um único poço não define a viabilidade econômica da área.
- Depois de Morpho, as perfurações previstas no Rio Grande do Norte incluem Poço Mãe de Ouro, Inhame e Taianga, na Bacia Potiguar, com autorização do Ibama em março.
- Segundo o governo, a Margem Equatorial é uma nova fronteira exploratória para manter a produção de petróleo e gás no país, que hoje gira em torno de 3,77 milhões de barris por dia.
A Petrobras informou que deve finalizar, no dia 7 de agosto, a perfuração do Poço Morpho, na Margem Equatorial brasileira. O andamento consta em cronograma enviado ao Ibama. O empreendimento fica no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
O Poço Morpho é o primeiro de 15 que a estatal pretende perfurar na região até 2030, com investimento estimado em 13 bilhões de reais. A operação ficou paralisada por um mês após um vazamento em janeiro, sob avaliação de impactos ambientais.
Em fevereiro, o Ibama multou a Petrobras em 2,5 milhões de reais pelo incidente, mencionado pela Petrobras como resultado de vazamento de 18,44 mil litros de fluido biodegradável usado no processo. A ANP liberou a retomada das atividades.
Desdobramentos e planos
Após Morpho, a empresa planeja iniciar perfurações no Rio Grande do Norte, com os poços Mãe de Ouro, Inhame e Taianga, na Bacia Potiguar. As autorizações para esses 3 poços foram concedidas pelo Ibama em março.
Os novos poços no Nordeste, somados a outros já autorizados, integram a fase inicial do programa de exploração da estatal na região, que busca consolidar novas frentes produtivas. O governo avalia impactos da produção adicional.
A Margem Equatorial é uma zona emergente para petróleo e gás, com potencial ainda pouco conhecido, em áreas oceânicas ao norte do país. A expectativa é que novas descobertas sustentem a produção nacional nas próximas décadas.
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