- Estima-se que existam cerca de dois milhões de brasileiros nos EUA, entre legalizados e imigrantes, muitos buscando empreender.
- Dados da Associação Brasileira de Franchising indicam alta de 37% nas franquias brasileiras em 2025, totalizando cerca de 4.200 unidades.
- Os brasileiros que abrem negócios no exterior enfrentam burocracia no Brasil, concorrência acirrada e regras tributárias complexas nos EUA, exigindo adaptação.
- Casos de destaque incluem a Promart, aceleradora de franquias em Orlando criada por Eduardo Morita, e a HomePro, de Igor Rodrigues, que ajustou a cadeia de suprimentos e o modelo de atuação.
- Outros exemplos: Boteco do Manolo expandindo na Flórida, a Spanner Consulting Group atendendo milhares de empresários brasileiros e a rede The Brave Burger, de Sergio Bosco Junior, com planos de chegar a trinta franquias nos próximos três anos.
Ao buscar oportunidades nos Estados Unidos, brasileiros apostam em empreender, abrindo negócios com faturamento expressivo em solo americano. Dados indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros vivem entre legalizados e migrantes na região, entrando com visto de residência ou em vias de consegui-lo. A expansão inclui diversas áreas, entre franqueados e serviços.
A história de quem parte envolve aclimatação e superação de obstáculos. O cenário é marcado por burocracia local, concorrência acirrada e tributação complexa, fatores que exigem adaptação rápida. Muitos traders e empresários relatam curva de aprendizado acentuada desde o desembarque.
Prominentemente, a franquia brasileira ganha fôlego nos EUA. Dados da ABF apontam salto de 37% em 2025, com 4.200 unidades licenciadas. O crescimento contrasta com a percepção de risco elevado, já que parte dos projetos não se sustenta a longo prazo.
Contexto e exemplos de trajetória
Engenheiro Eduardo Morita, 56, instalou a Promart, aceleradora de franquias, em Orlando, para apoiar quem luta para entender formulários e certidões. Morita atua há duas décadas no mercado brasileiro e relata que a ambição de chegar aos EUA era maior do que a prática inicial indicava.
O custo de operação também é tema recorrente. Igor Rodrigues, 49, dono da HomePro, viu a madeira importada do Brasil ficar mais cara e passou a comprar da China. Em 2015, ele enfrentou prejuízo ao adaptar-se à prática local de usar parafuso, ao invés de cola, em móveis montados. A experiência resulta em faturamento projetado de 70 milhões de reais em 2026, ante 6 milhões em 2022.
Outros casos e lições aprendidas
Brasileiros com capital para investir destacam o sistema tributário e as normas trabalhistas como vantagens competitivas. Marcelo Riveiro, 56, abriu a primeira de sete franquias do Boteco do Manolo na Flórida, em 2019, associando o modelo a lojas próximas a atrações turísticas. A estratégia visa atrair turistas brasileiros durante grandes eventos.
No campo da consultoria, a Spanner Consulting Group atende a cerca de 3.000 empresários brasileiros nos EUA. A empresa, com sede em Nova York, orienta gestores que precisam adaptar práticas de gestão ao mercado americano. Fernanda Spanner, 44, lidera a operação com presença em vários estados.
Outros empreendedores investem em redes de alimentação com padrões de estilo brasileiro. Sergio Bosco Junior, 50, planeja ampliar a rede The Brave Burger na Flórida para cerca de 30 unidades em três anos, destacando a importância de perseverança e trabalho duro para avançar no mercado local.
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