- A SRB alerta que o fim da escala 6×1 pode gerar impactos bilionários no agro, que emprega quase 30 milhões de pessoas no Brasil.
- A proposta tramita no Congresso, com a Câmara designando um relator e sinalizando pauta breve, enquanto o Senado quer debate mais cauteloso e com possibilidade de mudanças.
- Estudo da Frente Parlamentar da Agropecuária aponta impactos financeiros por setor: etanol, entre 4 e 5 bilhões de reais; proteína suína e avícola, cerca de 9 bilhões; e cooperativas, aproximadamente 2,5 bilhões.
- Patrícia Arantes afirma que o prazo de transição de 60 dias para parte e 14 meses no total é inviável e pode agravar dificuldades de contratação; o veto integral aos safristas aumenta a preocupação do setor.
- A SRB endossa uma PEC alternativa de maior liberdade contratual, defendendo competição internacional; ressalta que é preciso considerar a realidade rural, com exemplos da pecuária leiteira, frigoríficos e trabalhadores safristas, para que as propostas sejam ajustadas.
Patrícia Arantes, diretora-executiva da SRB, afirma que o fim da escala 6×1 pode gerar impactos bilionários no setor agropecuário, atualmente responsável pela ocupação de cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil. A projeção envolve alterações significativas na forma de trabalho em várias cadeias produtivas.
A proposta de encerramento da escala 6×1 avança na Câmara, com indicação de relator e pauta para breve. No Senado, a condução do tema deve ocorrer com mais cautela, com possibilidade de alterações no projeto original. A SRB defende avaliação cuidadosa, levando em conta especificidades do campo.
Segundo estudo citado pela Frente Parlamentar da Agropecuária, o custo para setores como etanol ficaria entre 4 e 5 bilhões de reais; proteína suína e avícola, em torno de 9 bilhões; e cooperativas, cerca de 2,5 bilhões. A estimativa evidencia impacto financeiro relevante.
A representante da SRB aponta que o prazo de transição previsto — 60 dias para parte e 14 meses no total — é inviável para o empresariado e pode dificultar contratações. Ela cita ainda o veto integral do projeto dos safristas pelo Executivo como agravante.
Setor defende liberdade contratual
Patrícia Arantes comenta que a SRB apoia PEC alternativa que amplia a flexibilidade trabalhista, destacando a importância da liberdade de contratar frente à competitividade internacional. Países como Estados Unidos, Austrália e Argentina teriam leis mais flexíveis, o que eleva o custo Brasil.
A executiva ressalta a necessidade de manter a lógica rural, evitando aplicação de regras urbanas a atividades do campo. A SRB afirma que está fornecendo dados técnicos ao Senado para contemplar as particularidades da agropecuária nas propostas em discussão.
Entre exemplos citados estão a pecuária leiteira com duas ordenhas diárias, frigoríficos com escala de 12 por 36 e trabalhadores safristas, cuja organização do trabalho difere das atividades urbanas.
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