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Economia não está em bom momento para absorver PEC da 6×1

Economia não acompanha momento favorável; PEC da 6x1 pode elevar custos, pressionar a inflação e reduzir a produtividade

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  • Câmara aprovou a proposta de fim da escala 6×1; Aod Cunha indica que a velocidade do debate pode elevar custos, reduzir produtividade e pressionar a inflação.
  • Inflação de serviços está próxima de seis por cento nos últimos doze meses; IPCA de maio subiu zero vírgula cinquenta e oito por cento, e o índice ficou acima do teto da meta, que é três por cento, com tolerância até quatro vírgula cinco por cento.
  • Cenário externo e interno pressionam a política monetária: guerra no Oriente Médio eleva custos de combustíveis e fertilizantes; Banco Central aponta menor espaço para reduzir a Selic neste ano.
  • Dívida pública bruta chegou a oitenta e quatro por cento do Produto Interno Bruto em abril; FMI estima que a dívida pode alcançar cem por cento do PIB no primeiro ano do próximo governo.
  • Proposta alternativa de maior flexibilidade nas relações de trabalho é recebida com cautela por Aod Cunha; cenário para a Selic tende a manter cortes menos agressivos, com recomendação de posição em renda fixa.

A aprovação do fim da escala 6×1 no Brasil ganhou nova força em Brasília após a quebra de impasse na Câmara dos Deputados. Analistas apontam que a medida, se avançar sem debate aprofundado sobre produtividade, pode elevar custos e pressionar a inflação. O alerta vem de Aod Cunha, colunista do CNN Money e conselheiro da Avel Investimentos.

Para Cunha, a rapidez do tema no Congresso é preocupante. Mesmo com possível graduação no ano que vem, a mudança pode reduzir a produtividade no curto prazo, elevar o custo do emprego e pressionar salários. O comentário ressalta a relação entre produtividade, inflação e ritmo fiscal do governo.

Além disso, especialistas destacam o risco de inflação de serviços caso a medida seja implementada de forma ampla. O IPCA de maio mostrou alta de 0,58% e o índice de serviços ficou próximo de 6% nos últimos 12 meses, contribuindo para a pressão sobre o Banco Central.

Perspectiva econômica e espaço fiscal

A situação macro preocupa também pela dívida pública, que, segundo o FMI, pode chegar a 100% do PIB no primeiro ano do próximo governo. Em abril, a dívida bruta do Brasil alcançou 80,4% do PIB, sinalizando desafio para a política fiscal.

Cunha reforça que compensar o aumento de custos com redução de impostos pode piorar o cenário fiscal e a produtividade. Ele defende que o debate foque em reformas estruturais, como educação e sistema tributário, para sustentar ganhos de produtividade.

Cenário para a taxa Selic

O analista comenta que fatores externos, como preço do petróleo e sinais de bancos centrais de interromper cortes, somados à nossa situação fiscal, tornam improvável uma redução agressiva da Selic no curto prazo. O recomendado é posicionar clientes em renda fixa, diante da expectativa de juros mais elevados neste ano e no início do próximo.

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