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Restaurante nos EUA para de cobrar pela comida e registra aumento de lucros

Restaurante em Minneapolis adota modelo paga-o-que-quiser e doações, atraindo clientes mesmo com 40% a 50% da clientela não pagando

Clientes tomam café da manhã no Post Modern Times, restaurante em Minneapolis, nos Estados Unidos
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  • O Modern Times, café em Minneapolis, parou de cobrar pelos pratos durante a ocupação governamental e passou a operar como restaurante gratuito financiado por doações, com o novo nome Post Modern Times.
  • A mudança foi incentivada por Dylan Alverson como protesto contra a imigração, em meio à Operação Metro Surge que trouxe três mil agentes de imigração.
  • Mesmo com entre quarenta e cinquenta por cento dos clientes não pagando, o estabelecimento prosperou: gerou 1,3 milhão de dólares em vendas no ano anterior, mas teve prejuízo de 18,5 mil dólares.
  • O cardápio foi mantido sem preços, com serviço feito sob demanda e foco em hospitalidade, incluindo pão artesanal, leitelho e ingredientes locais.
  • O objetivo é explorar modelos de negócio alternativos e éticos, com doações e impacto na comunidade, apesar de críticas de vizinhos sobre segurança.

O restaurante Modern Times, em Minneapolis, deixou de cobrar pelos pratos e passou a funcionar com base em doações. A mudança ocorreu durante a ocupação governamental, dois dias após um tiroteio ligado à operação de imigração na cidade. O novo modelo recebeu o nome Post Modern Times.

A ideia surgiu como protesto contra a atuação das autoridades de imigração e da cobrança de impostos de venda. O proprietário Dylan Alverson anunciou que o estabelecimento operaria gratuitamente por tempo indeterminado, financiado apenas por contribuições e doações dos clientes.

O Post Modern Times manteve o formato de comida caseira com padrão artesanal, porém sem preço fixo. Dados do negócio indicam que entre 40% e 50% dos clientes não pagam pela comida em várias semanas, sustentando a prática de doações espontâneas.

O café, instalado nas antigas instalações de um jornal alternativo, atraiu frequentadores locais. Entre os clientes estavam artistas e moradores que reconhecem a proposta como forma de apoio à comunidade após a turbulência do inverno anterior.

Alverson, que lidera o espaço, descreve a operação como uma evolução de um modelo de negócios tradicional. Em 15 anos, ele afirma ter registrado lucros baixos e sustenta que o novo formato visa explorar uma visão diferente de hospitalidade e comunidade.

O restaurante gerou cerca de US$ 1,3 milhão em vendas no ano anterior, mas registrou prejuízo de US$ 18,5 mil, segundo demonstrativo compartilhado com a imprensa. O gestor reduz o cardápio para acompanhar a demanda emergente.

Além da prática de pagamento, o Post Modern Times vende camisetas com design de artistas, o que gerou receita adicional e atraiu doações de fora do estado. O movimento também chamou atenção de vizinhos por questões de segurança.

Para a equipe de apoio, a presença do restaurante traz desafios e oportunidades. Um vigilante local atua na área para prevenir incidentes, enquanto a gestão defende um espaço que privilegia igualdade econômica e diálogo com a comunidade.

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