- Um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito envolve a reabertura do Estreito de Ormuz e o início de negociações sobre o programa nuclear, com assinatura formal prevista para sexta-feira, 19 de setembro, na Suíça.
- O presidente Donald Trump afirmou que a normalização completa da navegação só ocorrerá após a formalização do acordo e a remoção de minas na região.
- A perspectiva de fluxo energético normalizado fez o petróleo recuar mais de quatro por cento no início da semana, com Brent a US$ 83,21 por barril e WTI a US$ 80,59.
- Mercados globais reagiram positivamente: na Europa o Stoxx 600 atingiu novas máximas e ações de companhias aéreas subiram; na Ásia, o Nikkei fechou em patamar recorde.
- No Brasil, a queda do petróleo ajuda a moderar a inflação, mas o IPCA de maio ficou em 0,58%, mantendo cautela sobre a atuação do Banco Central e a trajetória da Selic.
O mercado abriu em queda após a notícia de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. O entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o início de negociações sobre o programa nuclear iraniano. A assinatura formal está prevista para sexta-feira, 19, na Suíça.
Trump afirmou, via redes sociais, que a normalização total da navegação depende da formalização do acordo e da remoção de minas na região. A comunicação do ex-presidente reforça o condicionante político das negociações. Não houve confirmação de fontes oficiais adicionais.
Pelo lado econômico, o petróleo recuou com força no início da sessão. Contratos de Brent e WTI chegaram a recuar acima de 4%, marcando mínimos desde março, ainda que mantenham alta de quase 15% desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
O Brent para agosto caiu para US$ 83,21 o barril, e o WTI para julho ficou em US$ 80,59. A queda reflete a expectativa de fluxo energético normalizado frente ao acordo em vias de formalização, segundo operadores do mercado.
Em reação, ações de risco avançaram globalmente. Na Europa, o Stoxx 600 atingiu novas máximas. Na alta de ativos, companhias aéreas registraram ganhos pela possível redução de custos com combustível.
Na Ásia, o Nikkei fechou em outra sessão de recorde, apoiado pela fome de risco e por apostas de estímulos monetários no Japão na próxima reunião do banco central, prevista para terça-feira.
No Brasil, a queda do petróleo ameniza uma pressão sobre a inflação local. A semana traz decisões do Fed e do Copom sobre a política monetária brasileira, com o IPCA de maio em 0,58% e projeções acima do esperado.
Mesmo com números de inflação ainda firmes, o mercado permanece dividido entre manter a Selic em 14,50% e algum corte de 0,25 ponto na próxima reunião, diante de demanda ainda robusta e pressões inflacionárias.
Ao observar o cenário externo, investidores aguardam sinais de desinflação gradual e continuidade de flutuações cambiais, com o petróleo sendo um dos fatores centrais para o humor dos ativos globais.
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