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ANP derruba liminar em consulta pública sobre preços de combustíveis

ANP realiza audiência às 14h após derrubada de liminar que ampliava prazo da consulta sobre critérios de preços abusivos de combustíveis

Prédio da ANP — Foto: Divulgação/ANP
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  • Desembargador Néviton Guedes cassou a liminar que mandava a ANP prorrogar o prazo da consulta pública sobre critérios para caracterizar aumentos abusivos de preços de combustíveis.
  • Com a decisão, a ANP fará a audiência pública às 14h desta segunda-feira (15).
  • A liminar havia sido concedida pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, a pedido da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis).
  • A consulta tinha prazo de cinco dias; a liminar suspendia esse trâmite e previa extensão de até quarenta e cinco dias.
  • A MP 1.349/2026 prevê multas de até R$ 500 milhões para quem praticar elevação abusiva de preços de combustíveis; a ANP define parâmetros de abusividade para regulamentar a MP.

O desembargador federal Néviton Guedes, do TRF-1, cassou a liminar que suspendia a consulta pública sobre critérios para identificar aumentos abusivos de preços de combustíveis. A decisão reverteu a prorrogação do prazo determinada pela Justiça de primeira instância.

A liminar havia sido concedida pela 17ª Vara Federal do DF, atendendo a Fecombustíveis, que questionou o encerramento da consulta em cinco dias. Com a cassação, a ANP mantém o cronograma original e realiza a audiência pública nesta segunda-feira.

A ANP programou a audiência para as 14h, após o fim do prazo inicial. O objetivo é definir parâmetros para caracterizar abusividade de preços, no contexto da MP que ampliou poderes de fiscalização e sanções.

A ação que motivou a liminar sustenta que o fechamento precoce reduziria a participação de agentes econômicos. Em seu voto, o desembargador destacou urgência regulatória e o interesse público na continuidade da consulta.

Contexto regulatório

A atuação regulatória ocorre em meio à MP 1.340/2026, que flexibiliza a fiscalização e reforça instrumentos de controle de preços. A ANP já fiscalizou 2.111 agentes entre 09/03 e 03/06/2026, buscando dados de preços e a identificação de práticas abusivas.

A MP 1.349/2026 estabelece multas que podem chegar a R$ 500 milhões para funcionários ou empresas que elevem preços de combustíveis de forma abusiva. A definição de parâmetros para abusividade cabe à ANP, que conduz a consulta pública para embasar a regulamentação.

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