- Carl Pei afirma que o custo da memória RAM quadruplicou desde o planejamento até a chegada do Nothing Phone (4a), representando hoje mais de cinquenta por cento do gasto com o hardware.
- Descontos durante as promoções de fim de ano devem ser mais modestos, já que o aumento de custos não é facilmente compensado pelas varejistas.
- O Nothing Phone (4a) é citado como exemplo de smartphone intermediário com foco em custo-benefício e já tinha sido homologado para venda no Brasil.
- Desde fevereiro de 2026, novos aparelhos com Android chegam ao varejo com até US$ 100 a mais no custo da RAM em comparação com a geração anterior.
- No Brasil, a Samsung já sinalizou que eletrônicos podem ficar até vinte por cento mais caros devido a esse pressure nos custos.
Carl Pei, CEO e cofundador da Nothing, afirma que os preços de smartphones devem subir e manter a tendência de alta até o próximo ano. A declaração chega com foco nas promoções de fim de ano, que podem ficar abaixo do esperado.
O custo da memória RAM, componente que enfrenta escassez pela alta demanda do setor de IA, é apontado como principal vilão. A RAM tornou-se o item mais caro dentro do celular, superando tela e processador.
Para ilustrar a situação, o Nothing Phone 4a é citado como exemplo de dispositivo intermediário com foco em custo-benefício. O modelo já recebeu homologação para venda no Brasil. O custo dos componentes de memória dobrou entre o planejamento do aparelho e o seu lançamento.
O cenário se agravou após o lançamento do aparelho, com o custo da RAM dobrando novamente. Hoje, a RAM representa mais de 50% do gasto de hardware do dispositivo, pressionando a formação de preços.
Descontos mais modestos nas promoções
Segundo Pei, a temporada de promoções de fim de ano tende a apresentar descontos mais contidos do que o usual. Os preços de fábrica dos smartphones estariam subindo em ritmo que as varejistas encontrariam dificuldades para compensar com ofertas agressivas, o que reduz o poder de desconto.
O efeito já é observado na prática: há relatos de reajustes de até US$ 100 em modelos Android recentes em relação à geração anterior, o que representa uma elevação de aproximadamente R$ 500 na conversão direta.
Marcas globais de grande volume, como Google, Xiaomi e TCL, também enfrentam margens menores, ajustando estratégias para equilibrar RAM, custo de produção e preço final ao consumidor.
Impacto no Brasil
No mercado brasileiro, o movimento acompanha a tendência global. A Samsung sinalizou que eletrônicos podem ficar até 20% mais caros no país devido à pressão de custos na cadeia de suprimentos.
A administração de atualizações de hardware sugere que consumidores que pensavam em trocar de aparelho devem considerar a substituição já realizada ou imediata, diante das perspectivas de reajuste contínuo.
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