- A CSN acelera a venda de uma participação minoritária em seu braço de infraestrutura, com ativos avaliados entre 16 e 21 bilhões de reais.
- A operação pode levantar entre 5 bilhões e 8 bilhões de reais para o caixa, mantendo o controle da CSN sobre os ativos.
- Os ativos incluídos são a participação na MRS Logística, os terminais Tecar e Tecon em Itaguaí (Rio de Janeiro) e a transportadora Grupo Tora, com venda de 20% a 40%.
- A estratégia faz parte do plano de desalavancagem da CSN, que encerrou o primeiro trimestre com dívida líquida de 40,5 bilhões de reais e busca entre 15 bilhões e 18 bilhões com reciclagem de ativos.
- Governança é pauta sensível, pois parte da participação da MRS está alocada na CSN Mineração (parceria com a Itochu), exigindo reorganização societária interna e definição de interessados até o fim do terceiro trimestre.
A CSN acelerou a venda de parte de seu braço de infraestrutura, buscando levantar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões com a operação. O pacote inclui ativos avaliados entre R$ 16 bilhões e R$ 21 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A oferta mira uma participação entre 20% e 40% dos ativos, mantendo o controle da CSN. Entre os ativos em foco estão a participação na MRS Logística, os terminais Tecar e Tecon, em Itaguaí (RJ), e a transportadora Grupo Tora.
A estratégia faz parte da agenda de desalavancagem da CSN, que encerrou o 1º trimestre com dívida líquida de R$ 40,5 bilhões. A empresa busca entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com reciclagem de ativos.
Governança e reorganização interna
O negócio aponta para a necessidade de reorganização societária para acomodar a venda dentro do novo veículo de infraestrutura. A operação pode gerarQuestionamentos de governança por parte de minoritários da mineradora e de parceiros estratégicos.
Outra preocupação envolve a participação da CSN Mineração na MRS, já que a CSN Mineração tem como sócia a Itochu. A empresa avalia como estruturar a operação sem alterar o controle atual.
Prazos e interessados
Espera-se a assinatura de memorandos de entendimento nas próximas semanas. Até o fim do terceiro trimestre, deve ser definida uma lista restrita de interessados, segundo fontes próximas ao processo. Fundos globais de infraestrutura aparecem entre os prováveis compradores.
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