- O Programa Acredita, do governo federal, reúne qualificação profissional, acesso ao crédito e oportunidades de trabalho para inscritos no CadÚnico, ampliando a geração de renda em diferentes regiões.
- Nos últimos dois anos, 17,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza e quase 5 milhões passaram a ocupar vagas formais; o país voltou a sair do Mapa da Fome.
- Em Natal, exemplo de Ivan Oliveira mostra retorno ao mercado de trabalho, com emprego formal após receber apoio do Bolsa Família e do Acredita.
- O crédito é viabilizado por um Fundo Garantidor, com financiamentos de até R$ 21 mil e juros limitados à taxa Selic mais até 2% ao ano; já foram 1,48 milhão de operações e cerca de R$ 15 bilhões movimentados até março de 2026.
- A presença feminina é predominante nos empreendimentos apoiados pelo programa, e a capacitação ocorre via a plataforma Seu Primeiro Passo, presente em mais de vinte estados com 148 acordos e quase 15 mil unidades parceiras.
Nos últimos dois anos, o Programa Acredita, criado pelo governo federal, atuou em integração de qualificação, crédito e oportunidades de trabalho. Dados oficiais indicam que 17,5 milhões deixaram a pobreza e quase 5 milhões ingressaram no mercado formal. O Brasil também saiu do Mapa da Fome nesse período.
A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, usa o CadÚnico como porta de acesso a emprego, capacitação e crédito. Em 2024, 75,5% das vagas formais criadas foram ocupadas por beneficiários do Bolsa Família, segundo o governo.
O que está em jogo é reduzir vulnerabilidade por meio de oportunidades reais. Histórias de quem voltou ao trabalho ou abriu um negócio ajudam a entender como as ações chegam a regiões distintas do país.
Crédito para tirar projetos do papel
O Acredita cria um Fundo Garantidor para facilitar financiamentos a inscritos no CadÚnico. Até março de 2026, foram 1,48 milhão de operações, totalizando cerca de R$ 15 bilhões. Os financiamentos podem chegar a R$ 21 mil, com juros até Selic + 2% ao ano.
Além do dinheiro, há orientação para o uso dos recursos na atividade escolhida. Entre os interessados, a participação feminina é predominante: sete em cada dez pessoas atendidas são mulheres.
Do orçamento doméstico ao próprio negócio
Parnamirim, no Rio Grande do Norte, viu Zenilda Aleixo fortalecer um negócio de roupas e perfumaria. O financiamento permitiu montar um ponto de venda próximo da residência.
Aline Medeiros também usou o programa para investir na sua atividade. Antes, enfrentava instabilidade financeira; com as condições do Acredita, passou a investir com maior segurança.
Essas trajetórias mostram como o empreendedorismo pode reduzir a volatilidade de renda e gerar previsibilidade para famílias.
De barbeiro a empregador
Em Oeiras, no Piauí, Marcos Styllus conciliava trabalho como vendedor com atendimento no período noturno como barbeiro. Com a clientela ampliada, criou uma equipe de seis pessoas, expandindo o negócio e gerando empregos locais.
Casos como o de Marcos ilustram como pequenos empreendimentos podem estimular a economia comunitária, com fornecedores e circulação de recursos.
Novas fontes de renda no campo
No Ceará, a agricultora Valdene Santos de Andrade passou a combinar agricultura com confeitaria após acessar crédito pelo Crediamigo. Ela produz bolos e doces para festas, expandindo a renda familiar sem abandonar atividades no campo.
Em áreas rurais, muitas famílias recorrem a atividades complementares para reduzir a dependência de uma única fonte de renda.
Capacitação para diferentes trajetórias
Além do crédito, o programa oferece formação gratuita por meio da plataforma Seu Primeiro Passo, com acesso remoto à qualificação. O objetivo é atender quem busca emprego formal ou deseja empreender.
O Acredita está presente em mais de 20 estados, com 148 acordos firmados e quase 15 mil unidades parceiras, ampliando o alcance de suas ações.
Histórias por trás dos indicadores
Ivan Oliveira voltou ao mercado de trabalho em Natal. Zenilda e Aline investiram no próprio negócio. Marcos ampliou a atividade iniciada como renda extra. Valdene reforça o orçamento familiar com atividades no campo.
Essas experiências ajudam a entender como políticas públicas de emprego, capacitação e empreendedorismo chegam a regiões diferentes e se transformam em ganhos reais para famílias.
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