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Haddad critica Milei: não é coragem ferir o mais pobre

Haddad afirma que ajuste fiscal não deve punir os pobres; defende equilíbrio entre contas públicas e proteção de direitos sociais diante críticas a Milei

O petista citou Milei como exemplo de uma estratégia que, em sua avaliação, não deve ser seguida pelo Brasil.
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  • Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, criticou Milei em evento em São Paulo no dia 15 de junho de 2026, dizendo que não é coragem ferrar o mais pobre.
  • Defende ajuste fiscal sem reduzir direitos sociais, afirmando que cortar gastos não pode recair sobre a população mais vulnerável.
  • Disse que o Brasil busca equilíbrio fiscal mantendo programas de baixa renda, com contenção de despesas e revisão de benefícios tributários.
  • Rebateu críticas de Tarcísio de Freitas sobre legado de perda de oportunidades, afirmando que o país tem investido em transição ecológica, tecnologia e indústria.
  • Explicou a origem do apelido “Taxad” para a cobrança de compras internacionais, dizendo que a taxa das blusinhas foi proposta por governadores, aprovada pelo Congresso e não uma iniciativa partidária.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou a política econômica de Javier Milei, presidente da Argentina. A declaração ocorreu durante o Fórum Veja Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, nesta segunda-feira (15.jun.2026). Haddad defendeu ajuste fiscal sem reduzir direitos sociais.

Segundo Haddad, cortar despesas não pode recair sobre a população mais vulnerável. Ele afirmou que é possível reduzir o gasto público preservando programas de renda e proteção social, sem comprometer o crescimento econômico.

O petista citou Milei como exemplo de política que não deve ser adotada pelo Brasil. Disse que a ideia de “serra elétrica” para cortar gastos é covardia, não coragem, diante dos efeitos sobre a população de baixa renda.

Haddad destacou que o governo Lula busca ajuste fiscal aliado à proteção de direitos sociais. A estratégia envolve contenção de despesas, revisão de benefícios tributários e preservação de políticas essenciais para as camadas mais pobres.

O ex-ministro afirmou que o gasto público federal, em relação ao PIB, está menor hoje do que no início do governo Lula. O objetivo, segundo ele, é equilibrar contas sem frear crescimento ou renda familiar.

Contexto econômico e políticas públicas

Haddad rebateu críticas de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que afirmou que o legado do governo atual traria uma perda de oportunidades. O ex-ministro disse que o Brasil avança em transição ecológica, tecnologia, indústria e atração de investimentos.

Ele comentou o apelido de *Taxad* e explicou que a discussão sobre a chamada taxa das blusinhas teve origem numa decisão entre governadores para corrigir distorção entre importados e varejo nacional. A medida foi aprovada pelo Congresso.

Haddad reforçou que o foco do debate público deve ser em empregos, competitividade, guerra comercial e posição do Brasil no cenário econômico mundial. Afirmou que o problema não é a falta de oportunidades, mas a gestão de políticas públicas.

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