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Mais da metade dos trabalhadores veem dificuldades em conseguir vaga, aponta FGV

FGV/Ibre: mais da metade dos trabalhadores relatam dificuldade de conseguir vaga; 25,5% dizem estar fácil arranjar emprego, maior valor em 12 meses

Homem mostra carteira de trabalho no centro de São Paulo
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  • Mais da metade dos trabalhadores (51,2%) acredita estar difícil ou muito difícil conseguir trabalho no país.
  • Em contraste, 25,5% afirmam estar fácil ou muito fácil arranjar emprego, o maior valor em 12 meses da Sondagem do Mercado de Trabalho da FGV/Ibre.
  • Percepção do momento atual: 9,3% avaliam muito difícil, 41,9% difícil, 23,3% normal, 23,3% fácil e 2,2% muito fácil.
  • Nas expectativas para os próximos seis meses, 33,6% veem situação mais difícil e 0,7% muito difícil; 33,3% esperam manter igual e 28,9% acreditam que ficará fácil.
  • Economia: Tobler (Ibre/FGV) aponta aquecimento do mercado hoje, mas desaceleração da atividade e maior incerteza ajudam a explicar o tom menos otimista. A taxa de desocupação tem ficado em níveis baixos, mas há queda no ritmo das contratações.

A Ford/FGV-Ibre divulgou nesta quinta-feira a Sondagem do Mercado de Trabalho com dados de maio. O estudo aponta que 51,2% dos trabalhadores percebem dificuldade ou muita dificuldade para conseguir uma vaga, enquanto 25,5% avaliam estar fácil ou muito fácil de arrumar emprego. O levantamento é o maior valor de fácil arranjo de vagas em 12 meses de série histórica.

Ainda conforme a sondagem, a percepção de dificuldades no momento é distribuída entre 9,3% muito difícil; 41,9% difíceis; 23,3% igual; 23,3% fácil; e 2,2% muito fácil. Os números revelam um momento de mercado ainda aquecido, mas com sinais de cautela entre os trabalhadores.

Expectativas para o mercado

A pesquisa mostra que 33,6% acreditam que a situação do mercado de trabalho ficará mais difícil nos próximos seis meses, com 3,5% prevendo ficar muito difícil. Já 33,3% esperam estabilidade; 28,9% veem melhora; e 0,7% projetam melhora muito > uma percepção de mudança contida.

Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, ressalta que a percepção atual apresenta melhora, mas há cautela quanto à continuidade do cenário. A primeira metade do ano registra taxa de desocupação em níveis históricos baixos, porém com ritmo de contratações em desaceleração.

Sinais de evolução no emprego

A sondagem também aponta queda na parcela de pessoas muito satisfeitas com o trabalho principal, de 13,1% em abril para 12,6% em maio. Por outro lado, a parcela de satisfeitos subiu de 63,8% para 64,1%. A proporção de insatisfeitos caiu de 7,5% para 6,9%.

A renda percebida como suficiente para despesas essenciais passou de 70,8% em abril para 70,3% em maio. Os resultados indicam uma manutenção do equilíbrio entre ocupação e renda, sem grandes mudanças na satisfação geral.

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